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Mostrando postagens de dezembro, 2025

Oração dos aprendizes

Senhor ilumina-nos a visão de trabalhadores imperfeitos.  Justo Juiz ampara os criminosos e transviados.  Construtor Celeste restaura as obras respeitáveis, ameaçadas pela destruição.  Divino Médico salva os doentes.  Amigo dos Bons regenera os maus.  Mensageiros da luz expulsa as trevas que ainda nos rodeiam.  Emissário da Sabedoria esclarece-nos a ignorância.  Dispensador do Bem compadece-te de nossos males.  Advogado dos Aflitos reajusta os infelizes que provocam o sofrimento.  Sumo Libertador, emancipa-nos a mente, encarcerada em nossas próprias criações menos dignas.  Benfeitor do Alto, estende compassivas mãos a todos aqueles que te desconhecem os princípios de amor e trabalho, humildade e perdão, nas zonas inferiores da vida.  Senhor, eis aqui os teus servos incapazes. Cumpra-se em nós a tua vontade sábia e justa, porque a nossa pequenez é tudo o que possuímos, para que, em Teu Nome, possamos operar a nossa própria redençã...

Prece dos Filhos

Senhor, que criastes as leis que nos regem e o mundo que nos acolhe; que nos destes a glória solar por luz de vossa onipresença e o manto estrelado que resplende nos céus por divina promessa de que a vossa misericórdia fundirá, em láurea fulgurante de redenção, as trevas dos nossos erros; que sois a justiça dos justos, a santidade dos santos, a sabedoria dos sábios, a pureza dos puros, a humildade dos humildes, a bondade dos bons, a virtude dos virtuosos, a vitória dos triunfadores do bem e a fidelidade das almas fiéis, derramai a benção de Vossa compaixão sobre nós, a fim de que venhamos, ainda mesmo por relampagueante minuto, a esquecer os horizontes anuviados da Terra, em que se acumulam as vibrações letíferas de nossas malquerenças e o fumo empestado de nossos desesperos, convertidos na miséria e no ódio que se voltam, constantes, contra nós, da caliça do tempo!… Fazei, Senhor, que se nos dobrem as cervizes sobre os campos do Planeta que semeastes de fontes e embalsamastes de pe...

Oração da amizade

Agradeço, senhor,  Cada afeição querida,  Com que me deste à vida,  Alegria, esperança, entendimento, amor!... Enaltece, por mim, a amizade que vem  Resguardar-me a fraqueza em caridade infinda,  Sem perguntar porque não posso ainda,  Entregar-me de todo à prática do bem.  Sê louvado, Jesus, pela criatura boa  Que me escora no caminho,  Estendendo-me paz, reconforto e carinho;  Toda vez que me encontra, auxilia ou perdoa.  Faze brilhar, no mundo, o olhar brando e perfeito;  Que me tolera as faltas, de hora a hora,  Que me percebe o anseio de melhora,  E me ensina a servir sem notar meu defeito…  Santifica, na terra, o ouvido que me escuta,  Sem espalhar a queixa e as aflições que faço,  Nos erros que cometo, passo a passo,  Nos meus dias de mágoa, sombra e luta!…  Abrilhanta, onde esteja, aquele coração  Que me acolhe nos dons da palavra serena,  E nunca me censura e nem condena,...

Em torno da prece

Na criação não há pedido sem resposta.  O que parece, por vezes, silêncio e negação em torno da rogativa, é o próprio desinteresse da alma que, quase sempre, entre a inquietação e a leviandade, voeja de solicitação a solicitação. Sem persistência suficiente para alimentar os próprios ensejos no tempo, – de vez que o tempo é o matemático divino que não podemos esquecer ou iludir.  Atenta, pois, para o que pedes porque se o Senhor sabe aquilo que nos convém, raramente conhecemos, em verdade, aquilo de que necessitamos.  Todos se prosternam perante o altar da vida e algo suplicam do que consideram material imprescindível à própria felicidade.  Muitos pedem ouro e recebem a fortuna emoldurada nas garras da aflição.  Muitos reclamam beleza física e recolhem-lhe os dons de mistura com fel de dolorosas desilusões.  Muitos imploram o poder humano e apossam-se dele, incorporando, irremediavelmente, pesadelos à própria sorte.  Muitos rogam a evidência social ...

A oração

A nossa reunião da noite de 17 de março de 1955 caracterizou-se pelo esforço assistencial intensivo. Entidades desencarnadas, em lamentável desequilíbrio, reclamaram-nos grande atenção… E, muitas vezes, fomos constrangidos à prece para melhor assimilarmos o auxílio dos nossos Benfeitores do Alto. Finalizando as nossas tarefas, Meimei compareceu, através do médium, reconfortando-nos com bondade. — “Meus irmãos, — disse a nossa companheira, — todos partilhamos o contentamento da nossa noite de serviço e, quanto nos é possível, estamos colaborando para que fluidos restauradores nos controlem o ambiente, restituindo-lhe o equilíbrio físico, indispensável à luta redentora em que nos situamos. Pedimos mais alguns instantes de silêncio e harmonia mental, pois estamos com a visita do nosso amigo Amaral Ornellas, que algo nos dirá, relativamente à oração.” Retirou-se Meimei e o nosso irmão mencionado, operando imediata transfiguração do médium, ocupou-lhe os recursos psicofônicos e, de pé, d...

Em prece a Jesus

Senhor Jesus!  Divino condenado sem culpa!…  Enquanto Te rememoramos o madeiro de ignomínia, lança Tua benção sobre nós, os que nos enfileiramos, junto à rebeldia do Mau Ladrão…  Tu que Te confiaste à extrema renúncia pelos que padeciam na miséria, não Te esqueças daqueles que ainda estendem na Terra o sofrimento e a ignorância, a fome e a nudez!  Muitos, ó Eterno Benfeitor, Te rogarão socorro para os que foram relegados à intempérie, entretanto, nós sabemos que a Tua presença sublime aquece todos os que foram abandonados à noite da provação e, por isso, rogar-te-emos abrigo para as mãos que erguem templos em Tua memória, esquecendo fora das portas os que soluçam de frio.  Ah! Senhor! Quantos Te pedirão pela ovelha estraçalhada, longe do aprisco!… Nós, no entanto, não desconhecemos que o Teu olhar vela, poderoso e vigilante, ao pé de todos os vencidos, convertendo-lhes a dor em pão de Tua graça, nos celeiros da eterna vitória!… Suplicar-te-emos, assim, abenço...

Deus conta contigo

Ouço-te, às vezes, coração amigo, Em torno ao bem, numa questão qualquer:  — “Farei… Conseguirei… Conta comigo… Se Deus quiser, se Deus quiser…” Mas não te alteres, a pretexto disso, De segundo a segundo, estrada a estrada, A Vontade de Deus é revelada Em bondade e serviço. Fita os quadros da gleba, campo afora; Tudo o que existe, vibra, luta e sente, Serve constantemente, Dia a dia, hora a hora!… De alvorada a alvorada, o Sol fecundo, Sem aguardar requerimento, Garante sem cessar o equilíbrio do mundo, De seu carro de luz no firmamento. A fonte, a deslizar singela e boa, Passa fazendo o bem, Dessedenta, consola, alivia, abençoa Sem perguntar a quem… Sem recorrer a humanos estatutos, Nem a filosofias enganosas, A laranjeira estende os próprios frutos, A roseira dá rosas… O lírio não se ofende, nem reclama: Sobre a terra onde alguém lhe deitou a raiz, Seja em vaso de estufa ou num trato de lama, Desabrocha feliz. Assim no mundo, coração amigo, Faze o bem onde for, seja a quem for...

O grande doador

Ele não era médico e levantou paralíticos e restaurou leprosos, usando o divino poder do amor. Não era advogado e elegeu-se o supremo defensor de todos os injustiçados do mundo. Não possuía fazendas e estabeleceu novo reino na Terra. Não improvisava festas e consolou os tristes e reergueu o bom ânimo das almas desesperadas. Não era professor consagrado e fez-se o Mestre da Evolução e do Aprimoramento da Humanidade. Não era Doutor da Lei e criou a universidade sublime do bem para todos os espíritos de boa vontade. Padecendo amarguras – reconfortou a muitos. Tolerando aflições – semeou a fé e a coragem. Ferido – curou as chagas morais do povo. Supliciado – expediu a mensagem do perdão e do amor, em todas as direções. Esquecido pelos mais amados – ensinou a fraternidade e o reconhecimento. Vencido na cruz – revelou a vitória da vida eterna em plena e gloriosa ressurreição, renovando os destinos das nações e santificando o caminho dos povos. Ele não era, portanto, rico e engrandeceu os ...

Perante Deus

Se houve alguém na Terra com autoridade suficiente para definir o Supremo Criador do Universo, esse alguém foi Jesus, que O representava, sublime, à frente da Humanidade. Entretanto, para desincumbir-se da divina missão de revelá-lo a nós outros, não se perde em cogitações da inteligência, de vez que a inteligência é fatalmente constrangida a renovar-se, todos os dias. Nem presunção. Nem retórica. Nem violência. Nem fantasia. O Mestre Inolvidável serviu apenas; elegendo no amor puro e irrestrito, a força de sua mensagem inesquecível. De todas as criaturas busca a melhor parte para exalçá-las à gloria excelsa. Doutrinando os doutores do Templo, não lhes menospreza a cultura. Apenas esclarece-os. Em contato com Zaqueu, não lhe amaldiçoa os haveres. Auxilia-o a usá-los. Junto de Madalena, não lhe vergasta a condição de mulher sofredora. Soergue-lhe o bom ânimo. Ao pé dos enfermos de todos os matizes, não lhes destaca os erros e os compromissos. Ajuda-os, simplesmente. Sofrendo a negaçã...

Em nome de Jesus

A viúva havia perdido o filho que se lhe fizera arrimo, assassinado por um amigo que o tóxico desequilibrara e que fugira ao pronunciamento da justiça. Depois de alguns meses, estava ela distribuindo refeições a pessoas necessitadas, numa instituição cristã de beneficência, quando alguém lhe apontou um rapaz à mesa e lhe segredou:  — Aquele é o matador de seu filho. A senhora, com grande terrina às mãos, estremeceu; mas voltando-se para uma parede lateral, como quem desejava ausentar-se daquela situação, esbarrou com a efígie de Cristo Crucificado.  Imediatamente, recordou que o Divino Mestre também fora exterminado sem culpa. Estranha força lhe surgiu no coração e prosseguiu adiante. Chegando ao prato do rapaz indicado, passou a servi-lo com gentileza. O moço, surpreendido, perguntou-lhe:  — A senhora sabe que matei seu filho e que sou um assassino… Como pode me servir com tanta bondade? Ela, porém, sorriu levemente e apontando-lhe, com o olhar, a face do Senhor, na t...

Amorável Jesus, estamos de retorno

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Ontem, nesse passado sempre presente, ouvimos-te nas paisagens formosas da gentil Galileia e fascinamo-nos com os Teus sublimes ensinamentos. Tocados sinceramente no coração, resolvemos seguir-te à distância através dos tempos, vivendo e cantando a Tua mensagem libertadora. No entanto, o mundo que enfrentamos não era semelhante às praias formosas e calmas de Cafarnaum e deixamo-nos vencer pelas ondas encapeladas, pelo tumulto das nossas paixões não apaziguadas, afogando-nos lamentavelmente. Durante largo período em que procuramos retornar ao Teu rebanho de amor, somente complicamos a conduta, cada vez afundando mais nas águas revoltas do desespero íntimo. Sentíamos saudades de Ti e não conseguíamos decodificar corretamente. Por isso, fugíamos de nós mesmos, buscando fora o que somente é possível encontrar no interior dos sentimentos profundos. Enquanto nos ensinavas correr para o deserto, para acalmar a febre das paixões primitivas, atirávamo-nos nas labaredas dos incêndios morais e...

A ordem do Mestre

Avizinhando-se o Natal, havia também no Céu um rebuliço de alegrias suaves. Os Anjos acendiam estrelas nos cômoros de neblinas douradas e vibravam no ar as harmonias misteriosas que encheram um dia de encantadora suavidade a noite de Belém. Os pastores do paraíso cantavam e, enquanto as harpas divinas tangiam suas cordas sob o esforço caricioso dos zéfiros da Imensidade, o Senhor chamou o Discípulo Bem-Amado ao seu trono de jasmins matizados de estrelas. O vidente de Patmos não trazia o estigma da decrepitude como nos seus últimos dias entre as Espórades. Na sua fisionomia pairava aquela mesma candura adolescente que o caracterizava no princípio do seu apostolado.  — João — disse-lhe o Mestre — lembras-te do meu aparecimento na Terra?  — Recordo-me, Senhor. Foi no ano 749 da era romana, apesar da arbitrariedade de frei Dionísios,  que colocou erradamente o vosso natalício em 754, calculando no século VI da era cristã.  — Não, meu João — retornou docemente o Senhor...

A manjedoura

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As comemorações do Natal conduzem-nos o entendimento à eterna lição de humildade de Jesus, no momento preciso em que a sua mensagem de amor felicitou o coração das criaturas, fazendo-nos sentir, ainda, o sabor de atualidade dos seus divinos ensinamentos. A Manjedoura foi o Caminho. A exemplificação era a Verdade. O Calvário constituía a Vida. Sem o Caminho, o homem terrestre não atingirá os tesouros da Verdade e da Vida. É por isso que, emaranhados no cipoal da ambição menos digna, os povos modernos, perdendo o roteiro da simplicidade cristã, desgarram-se da estrada que os conduziria à evolução definitiva, com o Evangelho do Senhor. Sem ele, que constitui o transunto de todas as ciências espirituais, perderam-se as criaturas humanas, nos desfiladeiros escabrosos da impiedade. Debalde, invoca-se o prestígio das religiões numerosas, que se afastaram da Religião Única, que é a Verdade ou a Exemplificação com o Cristo. Com as doutrinas da Índia, mesmo no seio de suas filosofias mais ava...

Natal na aldeia

Soluços da alma contente… Doce visão do Natal!… Deus vos salve eternamente, Lembranças de Portugal! Natal!… O trigo na Azenha, Água correndo a cantar!…  A lareira pede lenha, Fagulhas brincam no ar. Natal! Ah! Saudade minha!…  Cantiga do coração!…  A teleiga de farinha Amassa a estriga do pão. Na sombra que envolve a terra, Outeiros acendem lume. Do braçal que se descerra Chegam vagas de perfume. À janela, erguem-se vozes…  — “Pastores ternos, quem sois?…” Meninos voam às nozes; Quanta alegria depois!…  Na sala que se alvoroça, Surge um velho sem ninguém. Diz o dono: “A casa é vossa E a mesa é vossa também… Próvida e grande candeia Faz luz sob o teto morno: Espalha-se em toda a aldeia O alegre cheiro de forno. Há canções claras e puras, Nas sebes tintas de breu:  — Glória ao Senhor nas Alturas!…  Hosanas!… Jesus nasceu!… Um mocho pia de leve No velho beiral vizinho…  Não sei se é chuva ou se é neve Que o vento lança ao caminho!…  Meia-noit...

Ante o Divino Semeador

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Jesus é o Sublime Semeador da Terra e a Humanidade é a Lavoura de Deus em suas Divinas Mãos. Lembramo-nos, assim, da renúncia exigida à semente chamada à produção e que se destina ao celeiro, para que não venhamos a sucumbir em nossas tarefas. Atirada ao ninho escuro da gleba em que deve desabrochar, sofre extremo abandono, sufocada ao peso do chão que lhe esmaga o envoltório. Sozinha e oprimida desenfaixa-se das forças inferiores que a constringem, a fim de que os seus princípios germinativos consigam receber a bênção do Céu. Contudo, mal desponta, habitualmente, padece o assalto de vermes que lhe maculam o seio, quando não experimenta a avalanche de lama, por força dos temporais. Ainda assim, obscura e modesta, a planta humilde crê instintivamente na sabedoria da Natureza que lhe plasmou a existência e cresce para o brilho solar, vestindo-se de frondes tenras e florindo em melodias de perfume e beleza para frutificar, mais tarde, nos valiosos recursos que sustentam a vida. À frent...

Os animais ante o Natal

Entretecíamos animada conversação, em torno dos abusos da mesa nas comemorações natalinas, com o parecer do grave Jonathan bem Asser, que asseverava a conveniência de ater-se o homem ao sacrifício dos animais apenas quanto ao estritamente necessário, quando o velho Ebenezer bem Aquim, orientador de grupos hebraicos do Mundo Espiritual, tomou a palavra e se exprimiu conciso: —Talvez não saibam vocês quanto devemos aos bichos na manifestação do Evangelho…  E, ante a nossa curiosidade, narrou, comovido: — Há muitos anos, ouvi do rabi Eliúde, que se encontra agora nas esferas superiores, interessantes minudências em torno do nascimento de Jesus. Contou-nos esse antigo mentor de israelitas desencarnados que a localização de José da Galileia e da companheira nos arredores de Belém de Judá não foi assim tão fácil. O casal, que se compunha de jovem Maria, tocada de singular formosura, e do patriarca que a recebera por esposa, em madureza provecta, entrou na cidade quando as ruas e hospe...

Lembrança do Natal

Natal!… Reina a Celeste Barcarola!… Enquanto te refazes na alegria, Muita gente padece a noite fria Ao rigor da aflição que desconsola. Desce à escura tristeza que te espia Do cárcere de angústia em que se isola… E espalha o bem por sacrossanta esmola Do teu farnel de luz e de harmonia! Abre teu coração!… Ajuda e abraça O sofrimento ou a sombra de quem passa Em desespero rígido e infecundo!… E o Cristo, renascendo no teu peito, Será, contigo, o amor puro e perfeito, Tecendo a paz e a redenção do mundo. Espírito Auta de Souza, do livro Antologia Mediúnica do Natal, psicografado  por Chico Xavier.  

Pensamentos do Natal

Sempre que te decidas a concretizar ideias e planos, na exaltação do bem, recorda que Jesus, o Governador da Terra, começou o apostolado da redenção humana no obscuro recanto da estrebaria. Espírito Bezerra de Menezes. Repara a Manjedoura pequenina E entenderás, na bênção que te invade, Que Jesus nos impele à disciplina Pelo rude caminho da humildade. Espírito Arlindo Costa . Quando te sentires tão infortunado e tão pobre que não possas ajudar aos mais pobres e mais infortunados, que tu mesmo, lembra-te de que o Senhor, relegado ao abandono e à carência, no estábulo humilde, era louvado nas vozes dos anjos e marcado no céu pela luz de uma estrela. Espírito Eurípedes Barsanulfo . Pensamentos de espíritos diversos, do livro Antologia Mediúnica do Natal, psicografado por Chico Xavier.  

Ante Jesus

Eis que passa no tempo a imensa caravana, A multidão revel que humilhada se agita, Reis, tiranos e heróis, rondando a turba aflita, E fugindo à verdade augusta e soberana.  Sobre carros triunfais, a Treva se engalana…  E a mendaz ilusão freme, goza e palpita, Para rojar-se, após a miséria infinita, Na cinza a que se acolhe a majestade humana. Mas Tu, Mestre da Paz, que a bondade ilumina, Guardas, imorredoura, a grandeza divina, Sem que o lodo abismal Te ofenda ou desconforte. Tudo passa, descendo à sombra do caminho, Mas no sólio da cruz inda imperas sozinho, Na vitória do amor que fulge além da morte. Espírito Amaral Ornellas, do livro Antologia Mediúnica do Natal, psicografado por Chico Xavier.  

O peru pregador

Um belo peru, após conviver largo tempo na intimidade duma família que dispunha de vastos conhecimentos evangélicos, aprendeu a transmitir os ensinamentos de Jesus, esperando-lhe também as divinas promessas. Tão versado ficou nas letras sagradas que passou a propagá-las entre as outras aves. De quando em quando, era visto a falar em sua estranha linguagem “glá-glé-gli-gló-glu”. Não era, naturalmente, compreendido pelos homens. Mas os outros perus, as galinhas, os gansos e os marrecos, bem como os patos, entendiam-no perfeitamente. Começava o comentário das lições do Evangelho e o terreiro enchia-se logo. Até os pintainhos se aquietavam sob as asas maternas, a fim de ouvi-lo. O peru, muito confiante, assegurava que Jesus-Cristo era o Salvador do Mundo, que viera alumiar o caminho de todos e que, por base de sua doutrina, colocara o amor das criaturas umas para com as outras, garantindo a fórmula de verdadeira felicidade na Terra. Dizia que todos os seres, para viverem tranquilos e co...

Conto de Natal

A noite é quase gelada.  Contudo, Mariazinha É a menina de outras noites Que treme, tosse e caminha…  Guizos longe, guizos perto…  É Natal de paz e amor. Há muitas vozes cantando: — “Louvado seja o Senhor”! A rua parece nova Qual jardim que floresceu. Cada vitrine enfeitada Repete: “Jesus nasceu”! Descalça, vestido roto, Mariazinha lá vai…  Sozinha, sem mãe que a beije, Menina triste, sem pai. Aqui e ali, pede um pão…  Está faminta e doente. — “Vadia, sai depressa”! É o grito de muita gente. —”Menina ladra”! – outros dizem: —”Fuja daqui, pata feia! Toda criança perdida Deve dormir na cadeia”! Mariazinha tem fome E chora, sentido em torno O vento que traz o aroma Do pão aquecido ao forno. Abatida, fatigada, Depois de percurso enorme, Estira-se na calçada…  Tenta o sono, mas não dorme. Nisso, um moço calmo e belo Surge e fala, doce e brando: — Mariazinha, você Está dormindo ou pensando? A pequenina responde, Erguendo os bracinhos nus: — Hoje é noite de Nat...

Página do Natal

“Luz para alumiar as nações”. – Lucas, 2:32. Há claridade nos incêndios destruidores que consomem vidas e bens. Resplendor sinistro transparece nos bombardeiros que trazem a morte. Reflexos radiosos surgem do lança-chamas. Relâmpagos estranhos assinalam a movimentação das armas de fogo. No Evangelho, porém, é diferente…  Comentando o Natal, assevera Lucas que o Cristo é a luz para alumiar as nações. Não chegou impondo normas ou pensamento religioso. Não interpelou governantes e governados sobre processos políticos. Não disputou com os filósofos quanto às origens dos homens. Não concorreu com os cientistas na demonstração de aspectos parciais e transitórios da vida. Fez luz espírito eterno…  Embora tivesse o ministério endereçado aos povos do mundo, não marcou a sua presença com expressões coletivas de poder, quais exércitos e sacerdócios, armamentos e tribunais. Trouxe claridade para todos, projetando-a de si mesmo. Revelou a grandeza do serviço à coletividade, por interméd...

Rimas do Natal

Natal! – enquanto enfarpelas Teu salão aurifulgente, Desfilam, junto às janelas, As dores de muita gente. Natal!… Um pobre foi visto, Passando sobre pedradas. Soube, depois, que era o Cristo Batendo a portas fechadas. Natal! Quem foge ao preceito De repartir o seu pão Carrega um calhau no peito, Em forma de coração. O Natal em toda idade É sempre nova alegria, Mas nos dons da caridade, O Natal é todo dia. Natal!… Festeja esquecendo Quaisquer preconceitos vãos… Natal é Jesus dizendo Que todos somos irmãos. Espírito Leôncio Correia, do livro Antologia Mediúnica do Natal, psicografado por Chico Xavier.  

Evangelho

Baseando no Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo a predicação do apostolado que lhes compete, os Espíritos Superiores não se apegam a qualquer nuvem de mistério para sustentar o alimento à fé religiosa, em cuja renascença colaboram, na qualidade de homens redivivos. É que a vida extrafísica promove, nos que pensam, mais altas ilações com respeito à realidade. Se há leis que presidem ao desenvolvimento do corpo, há leis que regem o crescimento da alma. Jesus no estábulo não é um fenômeno isolado no espaço e no tempo: é acontecimento vivo para o espírito humano. Cristo homem veio plasmar o Homem Cristo. Há quem enxergue no Cristianismo a simples apologia do sofrimento. Acusam-no pensadores e filósofos vários, tachando-o em oposição à beleza e à alegria. Para eles, Jerusalém teria asfixiado a felicidade e o encanto da vida, a fluir vitoriosa e serena nos ajuntamentos da Grécia e de Roma. Antes do Mestre, a única beleza espiritual, geralmente conhecida, era aquela das virtudes filosóf...

Na noite de Natal

Noite de Paz e amor! Repicam sinos, Doces, harmoniosos, cristalinos, Cantando a excelsitude do Natal!…  A estrela de Belém volta, de novo, A brilhar, ante os júbilos do povo, Sob a crença imortal. De cada lar ditoso se irradia A glória da amizade e da harmonia, Em festiva oração; Une-se o noivo à noiva bem-amada, Beija o filho a mãezinha idolatrada, O irmão abraça o irmão. Dentro da noite, há corações ao lume E há sempre um bolo, em vagas de perfume, Sob claro dossel…  Em edens fechados de carinho, De esperança e de mel. Mas, lá fora, a tristeza continua…  Há quem chora sozinho, em plena rua, Ao pé da multidão; Há quem clama piedade e passa ao vento, Ralado de tortura e sofrimento, Sem a graça de um pão. Há quem contempla o céu maravilhoso, Rogando à morte a bênção do repouso Em terrível pesar! Ah! Como é triste a imensa caravana, Que segue, aflita, sob as trevas humanas Sem consolo e sem lar…  Tu que aceitaste a luz renovadora Do Rei que se humilhou na manjedoura...

Mestre e aprendiz

… E respondendo ao discípulo que lhe pedira ensinasse a orar, disse o Mestre generoso: Quando rogares amor, não abandones o próximo ao frio da indiferença. Quando suplicares o dom da fé viva, não relegue teu irmão à descrença ou à tortura mental. Quando pedires luz, não condenes teu companheiro à perturbação nas trevas. Quando solicitares a bênção da esperança, não espalhes o fel da desilusão. Quando implorares socorro, não olvides a assistência que deves aos mais necessitados. Quando rogares consolação, não veicules o desespero à margem do caminho. Quando pedires perdão, desculpa os que te ofendem. Quando suplicares justiça, em favor da própria segurança, não te descuides da harmonia de todos que precisas assegurar ao preço de tua renunciação e de tua humildade, a benefício dos que te cercam. Se reclamares pela claridade da paz, não entendas a sombra da discórdia; se pedires compreensão, não critiques; se aguardares concurso do Céu, não menosprezes a colaboração que o mundo te pede...

Ser Cristão

O Evangelho no mundo é o Livro da Alegria, Revelando em Jesus o Coração da História. Sob a estrela fulgente e em cânticos de glória, A Manjedoura surge e a Graça principia. Nas Bodas de Caná, o Senhor faz-se o guia Da festa de noivado, em milagre e vitória, E em toda a Galileia é a beleza incorpórea, Trazendo amor e sol à Terra escura e fria. Converte a própria cruz, que o flagelo domina, Em mensagem da vida imortal e divina, Doando à fé sublime augusta sementeira. Em júbilo sem par, alcançando o Infinito, Ser cristão é ser luz ao mundo amargo e aflito, Pelo dom de servir à Humanidade inteira. Espírito Olavo Bilac, do livro Antologia Mediúnica do Natal, psicografado por Chico Xavier.  

Mestre e discípulo

Nasce o Mestre – na manjedoura do coração. Sorri divinamente – entre os impulsos sentimentais; mostra-se à razão – à luz da estrela da fé; desenvolve-se, dia a dia – sob os cuidados da alma; alegra a paisagem mental – renovando a esperança!…  Ainda menino – sobe ao templo do cérebro, e fala com simplicidade – confundindo raciocínios doutos. Movimenta-se, desde então – no cosmos individual, aproveita sentimentos singelos – como se valeu dos pescadores humildes e começa o apostolado – da conversão do aprendiz. Devolve movimento – ao coração paralítico, restitui a visão – aos olhos enganados, limpa a lepra do mal – ao pensamento invigilante, equilibra-lhe a mente – invadida pelos princípios das trevas, revela-lhe a lei do amor – acima dos códigos humanos, transforma-o, dia a dia – pela divina atuação. E, quando o mundo inferior se rebela contra o discípulo, une-se mais a ele, no cenáculo do espírito,dá-lhe instruções baseadas – na submissão a Deus, revela-lhe o mundo maior – glorif...

Natal do coração

Abençoadas sejam as mãos que, em memória de Jesus, espalham no Natal a prata e o ouro, diminuindo a miséria e a necessidade, a fome e a nudez!…  Entretanto, se não forem iluminadas pelo amor que ajuda sempre, esses flagelos voltarão amanhã, como a erva daninha que espreita a ausência do lavrador. Não retenhas, assim, a riqueza do coração que poder dar, tanto quanto o maior potentado da Terra! Deixa que a manjedoura de tua alma se abra, feliz, ao Soberano Celeste, para que a luz te banhe a vida. Com Ele, estenderás o coração onde estiveres, seja para trocar um pensamento compassivo com a palavra escura e áspera ou para adubar uma semente de esperança, onde a aflição mantém o deserto! Com Ele, inflamarão de júbilo os olhos de algum menino triste e desamparado e uma simples criança, arrebatada hoje ao vendaval, pode amanhã ser o consolo da multidão... Com Ele, podes oferecer a bênção da tolerância aos que trabalham contigo, transformando o altar de teu coração em altar de Deus!…...

Simeão e o menino

Dizem que Simeão, o velho Simeão, homem justo e temente a Deus, mencionado no Evangelho de Lucas, após saudar Jesus criança, no templo de Jerusalém, conservou-o nos braços acolhedores de velho, à distância de José e Maria, e dirigiu-lhe a palavra, com discreta emoção: — Celeste Menino – perguntou o patriarca –, porque preferiste a palha humilde da Manjedoura? Já que vens representar os interesses do Eterno Senhor na Terra, como não vestiste a púrpura imperial? Como não nasceste ao lado de Augusto, o divino, para defender o flagelado povo de Israel? Longe dos senhores romanos, como advogarás a causa dos humildes e dos justos? Porque não vieste ao pé daqueles que vestem a toga dos magistrados? Então, poderias ombrear com os patrícios ilustres, movimentar-te-ias entre legionários e tribunos, gladiadores e pretorianos, atendendo-nos à libertação… Porque não chegaste, como Moisés, valendo-se do prestígio da casa do faraó? Quem te preparará, Embaixador Eterno, para o ministério santo? Que...

O Divino Servidor

Quando Jesus nasceu, uma estrela mais brilhante que as outras luzia, a pleno céu, indicando a manjedoura. A princípio, pouca gente lhe conhecia a missão sublime. Em verdade, porém, assumindo a forma de uma criança, vinha Ele, da parte de Deus, nosso Pai Celestial, a fim de santificar os homens e iluminar os caminhos do mundo. O Supremo Senhor que no-lo enviou é o Deus de Todas as Coisas. Milhões de mundos estão governados por suas mãos. Seu poder tudo abrange, desde o Sol distante até o verme que se arrasta sob nossos pés; e Jesus, emissário d´Ele na Terra, modificou o mundo inteiro. Ensinando e amando, aproximou as criaturas entre si, espalhou as sementes da compaixão fraternal, dando ensejo à fundação de hospitais e escolas, templos e instituições, consagrados à elevação da Humanidade. Influenciou, com seus exemplos e lições, nos grandes impérios, obrigando príncipes e administradores, egoístas e maus, a modificarem programas de governo. Depois de sua vinda, as prisões infernais, ...

Prece de Natal

Senhor, desses caminhos cor de neve De onde desceste um dia para o mundo, Numa visão radiosa, linda e breve De amor terno e profundo, Das amplidões augustas dos Espaços, No teu Natal de eternos esplendores, Abrigam nos teus braços A multidão dos seres sofredores!…  Que em teu Nome Receba um pão o pobre que tem fome, Um trapo o nu, o aflito uma esperança. Que em teu Natal a Terra se transforme Num caminho sublime, santo e enorme De alegria e bonança! Apesar dos exemplos da humildade Do teu amor a toda a Humanidade, A Terra é o mundo amargo dos gemidos, De tortura, de trevas e impenitência, Que a luz do amor de tua Providência Ampare os seres tristes e abatidos. ………………………………………………………………… E em teu Natal, reunidos nós queremos, Mesmo no mundo dos desencarnados, Esquecer nossas dores e pecados, Nos afetos mais doces, mais extremos, Reviver a efeméride bendita Da tua aspiração na Terra aflita, Unir a nossa voz à dos pastores, Lembrando os milagrosos esplendores Da estrela de Belém, Pe...

Na glória do Natal

Senhor – rei divino projetado às sombras da manjedoura –, diante do teu berço de palha recordo-me de todos os conquistadores que te antecederam na Terra. Em rápida digressão, vejo Sesóstris, em seu carro triunfal, pisando escravos e vencidos, em nome do Egito sábio, e Cambises, rei dos persas, ocupando o vale do Nilo, antes poderoso e dominador. Reparo as lutas sanguinolentas dos assírios, disputando a hegemonia do seu império dividido e infeliz. Nabopolassar e Nabucodonosor reaparecem à minha frente, arrasando Nínive e atacando Jerusalém, cercados de súditos a se banquetearem sobre presas misérrimas para desaparecerem, depois, num sudário de cinza. Não observo, contudo, apenas o gentio, na pilhagem e na discórdia, expandindo a própria ambição; o povo escolhido, apesar dos desígnios celestes que lhes fulguram na lei, entrega-se, de quando em quando, à sementeira de miséria e ruína; revoluções e conflitos ceifam as doze tribos e orgulho desvairado compele irmãos ao extermínio de irmã...

Diante da Lei

O espírito consciente, criado através dos milênios, nos domínios inferiores da natureza, chega à condição de humanidade, depois de haver pago os tributos que a evolução lhe reclama.  À vista disso, é natural compreendas que o livre-arbítrio estabelece determinada posição para cada alma, porquanto cada pessoa deve a si mesma a situação em que se coloca. Possuis o que deste. Granjearás o que vens dando. Conheces o que aprendeste. Saberás o que estudas. Encontraste o que buscavas. Acharás o que procuras. Obtiveste o que pediste. Alcançarás o que almejas. És hoje o que fizeste contigo ontem. Serás amanhã o que fazes contigo hoje. Chegamos, no dia claro da razão, simples e ignorantes diante do aprimoramento e do progresso, mas com liberdade interior de escolher o próprio caminho. Todos temos, assim, na vontade a alavanca da vida, com infinitas possibilidades de mentalizar e realizar. O governo do Universo é a justiça que define, em toda parte, a responsabilidade de cada um. A glória ...

O advogado da cruz

No mundo antigo, o apelo à Justiça significava a punição com a morte. As dívidas pequeninas representavam cativeiro absoluto. Arrastavam-se os delinquentes nos cárceres sem esperança. As dádivas agradáveis aos deuses partiam das mãos ricas e poderosas. Os tiranos cobriam-se de flores, enquanto os miseráveis se trajavam de espinhos. Mas, um dia, chegou ao mundo o Sublime Advogado dos oprimidos. Não havia, na Terra, lugar para Ele. Resignou-se a alcançar a porta dos homens, através de uma estrebaria singela. Em breve, porém, restaurava o templo da fé viva, na igreja universal dos corações amantes do bem. Deu vista aos cegos. Curou leprosos, exaltou o esforço dos humildes, quebrou as algemas de ignorância, instituiu a fraternidade e o perdão. Processaram-no, todavia, os homens perversos, à conta de herético, feiticeiro e ladrão. Depois do insulto, da ironia e da pedrada, conduziram-no ao madeiro destinado aos criminosos comuns. Ele, que ensinara a Justiça, não se justiçou; que salvara ...

Natal simbólico

Harmonias cariciosas atravessavam a paisagem, quando o lúcido mensageiro continuou: — Cada Espírito é um mundo onde o Cristo deve nascer…  Fora loucura esperar a reforma do mundo, sem o homem reformado. Jamais conheceremos povos cristãos, sem edificarmos a alma cristã…  Eis porque o Natal do Senhor se reveste de profunda importância para cada um de nós em particular. Temos conosco oceanos de bênçãos divinas; maravilhosos continentes de possibilidades, florestas de sentimentos por educar, desertos de ignorância por corrigir, inumeráveis tribos de pensamentos que nos povoam a infinita extensão do mundo interior. De quando em quando, tempestades renovadoras varrem-nos o íntimo, furacões implacáveis atingem nossos ídolos mentirosos. Quantas vezes, o interesse egoístico foi o nosso perverso inspirador? Examinando a movimentação de nossas ideias próprias, verificamos que todo princípio nobre serviu de precursor ao conhecimento inicial do Cristo.  Verificou-se a vinda de Jesu...

Rogativa

Senhor Jesus! Rogando-te permissão para reverenciar o apostolado de nossos queridos amigos Manoel Jorge Gaio e Marietta Navarro Gaio e de todos aqueles companheiros outros que se lhes erigiram em colaboradores, no levantamento da benemérita FUNDAÇÃO, cuja nova sede hoje se inaugura, antes de tudo, nós te agradecemos as oportunidades de trabalho das quais nos enriqueces a existência. Senhor! Esta é casa de paz e amor que nos concedeste ao trabalho na seara do bem. Auxilia-nos a compreender-te os desígnios dentro dela. Nos momentos difíceis, faze-nos entender que em teu infinito amor, todos os problemas encontram a solução necessária à segurança e à tranquilidade de todos. Aqui nos reunimos com as dificuldades e empeços trazidos por nós mesmos, das lutas que remanescem de outras vidas, especialmente daquelas em que ainda ignorávamos a excelência de teus ensinos. Ampara-nos, a fim de que venhamos a dissolver na luz do trabalho quaisquer sombras que, porventura, venham à tona de nossas ...