Apreciações
À distância do Brasil, em outro tempo, vazia não era a nossa admiração pelo gigante da América, que se ergueu, há quatro séculos, sob o signo do Cruzeiro, para desempenhar expressiva missão no concerto dos povos civilizados. Partilhando-lhe a obra de fundação com os expatriados da antiga Corte Portuguesa (*), embora me recolhesse ao mundo britânico, pelas bênçãos da reencarnação, no século XVIII, não me foi possível sufocar, de todo, as inclinações que me arrastavam para a terra admirável de Santa Cruz, então perdida para a minha visão espiritual no maciço das grandes florestas. Não obstante o amargurado carreiro por que transitei através de incidentes e acidentes dolorosos, o mistério verde da mata permanecia vivo em meu coração, e o contato com a literatura da Inglaterra e do continente europeu nunca me subtraiu as imprecisas reminiscências. É por isso que, hoje, valendo-me do “hall” que o Espiritismo me oferece para visitar, ao de leve, a alma brasileira, regozijo-me assinalando a v...