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Espiritismo explicando

Indagavas quanto ao Grande Porvir. A Doutrina Espírita sossegou-te as ânsias, explicando que te encontras provisoriamente no mundo, a serviço do próprio burilamento, para a imortalidade vitoriosa. Perguntavas sobre os amargos desajustes entre corpo e alma, quando a enfermidade ou a mutilação aparece. A Doutrina Espírita asserenou-te a aflitiva contenda íntima, explicando que a individualidade eterna se utiliza, temporariamente, de um corpo imperfeito, como alguém que se vale de instrumento determinado para determinada tarefa de corrigenda a si mesmo. Inquirias com respeito à finalidade dos problemas domésticos. A Doutrina Espírita harmonizou-te o pensamento, explicando que o lar é instituto de regeneração e de amor, onde retomas a convivência dos amigos e desafetos das existências passadas, para a construção do futuro melhor. Interrogavas em torno dos entes amados, além do túmulo. A Doutrina Espírita dissipou-te as dúvidas, explicando que o sepulcro não é o fim, tanto quanto o berço...

A queda

Não esperavas, mas caíste. Caíste e sofres, porquanto te supunhas inatingível…  Agradece, contudo, a queda que te faz abrir os olhos para a realidade da vida. Não desperdices energias, lamentando…  Agora vês tudo por um prisma diferente. Reformulaste antigos conceitos. Entesouraste a compreensão, principalmente no que se refere às fraquezas alheias. Adquiriste uma parcela maior de humildade. Estás mais sensível às necessidades do próximo. Reconheces, afinal, o valor do perdão. Permitir a tua queda, foi o recurso que a Divina Providência encontrou a fim de disciplinar-te o coração em prazo mais curto, para que não viesse a te suceder coisa pior. Espírito Irmão José, do livro Juntos venceremos, psicografado por Chico Xavier.

O servo inconstante

À frente do todos os presentes, o Mestre narrou com simplicidade:  —Certo homem encontrou a luz da Revelação Divina e desejou ardentemente habilitar-se para viver entre os Anjos do Céu.  Tanto suplicou essa bênção ao Pai que, através da inspiração, o Senhor o enviou ao aprimoramento necessário com vistas ao fim a que se propunha.  Por intermédio de vários amigos, orientados pelo Poder Divino, o candidato, que demonstrava acentuada tendência pela escultura, foi conduzido a colaborar com antigo mestre, em mármore valioso. No entanto, a breve tempo, demitiu-se, alegando a impossibilidade de submeter-se a um homem ríspido e intratável; transferiu-se, desse modo, para uma oficina consagrada à confecção de utilidades de madeira, sob as diretrizes de velho escultor. Abandonou-o também, sem delongas, asseverando que lhe não era possível suportá-lo. Em seguida, empregou-se sob as determinações de conhecido operário especializado em construção de colunas em estilo grego. Não tar...

Meu lar

Meu lar é um ninho quente, belo e doce, Meu generoso e abençoado asilo, Onde meu coração vive tranquilo Na sacrossanta paz que Deus me trouxe. Meu refúgio sereno de esperança, Nele encontro essa luz terna e divina Do amor que aperfeiçoa, ampara e ensina Minh’alma ingênua e frágil de criança. O lar é a minha escola querida, Doce escola em que nunca me confundo, Onde aprendo a ser nobre para o mundo E a ser alegre e forte para vida. Espírito João de Deus, do livro Jardim da Infância, psicografado por Chico Xavier. 

Ante a vida

Não há lugar em que nos vejamos sem algum benefício a prestar ou alguma coisa a fazer. Seja qual for a circunstância da estrada, aí encontramos a ocasião precisa para realizar o melhor. Por isso mesmo, o tempo é o prodigioso indicador, descerrando-nos situações inesperadas ao dom de compreender e de auxiliar. Ainda mesmo nas trilhas mais obscuras da prova ou da aflição, somos defrontados por ensejos valiosos e renovação e progresso. Se te vês diante de rotinas deterioradas, conquanto a rotina seja abençoada escola de formação espiritual, é necessário reflitas nas possibilidades novas que se te descortinam à existência. Se obstáculos te surgem, amontoados na senda, reconsidera as próprias atitudes e observa que haverá chegado o instante para mais algo no aproveitamento de teus recursos, nos domínios da expressão de ti mesmo, ante a seara do mundo.  Imagina o que seria a experiência na Terra sem a lei da mudança. Se a semente não fosse atirada à solidão, no seio da gleba, e se as ...

Renúncia

Reunião de 11 de março de 1954.  De posse da gravadora, o “Grupo Meimei” iniciou o registro de instruções dos Amigos Espirituais, por intermédio da mediunidade psicofônica de Francisco Cândido Xavier, começando semelhante tarefa na noite de 11 de março de 1954.  Terminado o serviço de esclarecimento e socorro aos irmãos transviados no sofrimento e na sombra, que compareceram em grande número através de vários médiuns da casa, o venerável benfeitor Adolfo Bezerra de Menezes incorporou-se, pronunciando a alocução que se segue, alusiva à renúncia, como base de felicidade e paz, dirigindo-se não apenas aos companheiros encarnados, mas, de modo particular, à compacta assembleia de Espíritos conturbados que se comprimiam em expectação no recinto.  Meus amigos:  Rendamos graças ao Nosso Pai Celestial, guardando boa-vontade para com os homens, nossos irmãos.  Como de outras vezes, achamo-nos juntos no santuário da prece…   Nossa visita, contudo, não tem out...

Avise a você

Aprenda a admoestar-se, antes que a vida admoeste a você.  Se o seu problema é alimentar-se excessivamente, exponha na mesa está legenda escrita, diante dos olhos:  —Devo moderar meu apetite.  Se a sua luta decorre da preguiça, dependure este dístico à frente do próprio leito para a reflexão cada manhã:  —Devo trabalhar honestamente.  Se a sua intranquilidade surge da irritação sistemática, coloque este aviso em evidência no lar para observação incessante:  —Devo governar minhas emoções.  Se o seu impedimento irrompe de vícios arraigados, carregue consigo um cartão com esta lembrança breve:  —Devo renovar-me.  Se o seu caso difícil é a inquietação sexual, traga no pensamento este aviso constante:  —Devo controlar meus impulsos.  Se o seu ponto frágil está na palavra irrefletida, espalhe este memorando em torno de seus passos:  —Devo falar caridosamente.  Não acredite em liberdade incondicional. Todo direito está subordi...