A força do exemplo
José do Espírito Santo, modesto espírita de Nilópolis, Estado do Rio, falava à porta do Centro, a pequeno grupo de amigos: — Sim, meus irmãos, a caridade é a maior bênção. Nisso, passam dois estudantes, ouvem breves trechos da palestra e avançam conversando: — Você ouviu? Todo espírita é só “fachada”! — Realmente. Fazem as coisas “para inglês ver”. Logo depois, os rapazes deparam com infeliz mendigo. Pálido e doente. Sem paletó. Camisa em frangalhos. Pele à mostra. A tiritar de frio, estende-lhes a mão magra. Um dos estudantes dá-lhe alguns centavos. Notam, então, que José do Espírito Santo vem vindo sozinho, pela rua. E um deles diz: — Olhe! Lá vem o “tal”! Aposto que não dará nada a esse homem. — Sim. Vamos ver. Afastemos um pouco, senão ele vai querer “fazer cartaz”. Os dois jovens ficaram escondidos na esquina, um pouco adiante. O pedinte roga auxílio. José chega junto dele e o abraça, frate...