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Amar a nós mesmos

Amar a nós mesmos não é consagrarmos a vida à exaltação absoluta do corpo de carne que o homem serve de veículo provisório na luta redentora da Terra.   Certo, tanto quanto devemos atenção e assistência a qualquer máquina útil, não podemos relaxar no cuidado que nos merece a vestimenta física, entretanto, não nos cabe centralizar todos os objetivos da existência naquilo que, no fundo, seria a preservação da animalidade.  Amarmo-nos, então, será atendermos ao justo imperativo de nossa habilitação espiritual para a vida eterna.  Nesse sentido, é indispensável aproveitarmos o concurso valioso e eficiente da dor e da luta, do trabalho e do sacrifício, na aquisição de nossas melhores experiências para os círculos mais altos.  A pedra que fugisse ao buril e o vaso que se desviasse do clima asfixiante do forno jamais seriam arrancados do primitivismo agreste aos espetáculos da beleza e da utilidade.  Claro, portanto, que se realmente amamos a nós mesmos, não podemos...

A serviço da fé

Leitor Amigo, Este livro que com alegria te entregamos às mãos, é uma coletânea de páginas de diversos companheiros que se dedicam, na Vida Maior, à divulgação do Evangelho do Senhor à luz meridiana da Doutrina Espírita. São mensagens que nos convidam a refletir sobre as realidades das vida e na inadiável tarefa da renovação íntima, a fim de que possamos, a partir de nós mesmos, edificar o Reino de Deus sobre a Terra. São convites ao trabalho e à perseverança, à fé e à coragem de que todos necessitamos, na jornada redentora que empreendemos. Agradecendo ao Mestre por mais esta oportunidade, embora as imperfeições que ainda nos assinalam, rogamos a Ele que nos fortaleça e nos abençoe em nossos propósitos de servir e de confiar servindo. Espírito Albino Teixeira, prefácio do livro Confia e serve, página recebida por Carlos A. Baccelli, em Uberaba, 18 de janeiro de 1989.  

Pluralidade dos mundos habitados

Reunião pública de 6.11.59. O livro dos Espíritos, questão nº 55. Enquanto o homem se encaminha para a Lua, estudando-a de perto, comove-nos pensar que a Doutrina Espírita se referia à pluralidade dos mundos habitados, precisamente há mais de um século. Acresce notar, ainda, que os veneráveis orientadores da Nova Revelação, guiando o pensamento de Allan Kardec, fizeram-no escrever a sábia declaração: “Deus povoou de seres vivos todos os mundos, concorrendo esses seres ao objetivo final da Providência.” Sabemos hoje que moramos na Via Láctea – a galáxia comparável a imensa cidade nos domínios universais. Essa cidade possui mais de duzentos milhões de sóis, transportando consigo planetas, asteroides, cometas, meteoros, aluviões de poeira e toda uma infinidade de turbilhões energéticos. Entre esses sóis está o nosso, modestíssimo foco de luz, considerando-se que Sírius, um de seus vizinhos, apresenta brilho quarenta vezes maior. E, acompanhando-o, a nossa Terra, com todo o cortejo de s...

Brasil

Brasil, o Mundo a escutar-te, Pergunta hoje: “O que é?”. Ah! Terra de minha vida, Responde às Nações de pé! Das montanhas altaneiras, Dentro das próprias fronteiras, Alonga os braços - Sansão! Sem prepotência ou vangloria, Grava no livro da História, Novo rumo à evolução! Contempla a sombra da guerra, Dragão do lodo a rugir, Envenenando a Cultura, Ameaçando o Porvir!... Fala – assembleia de bravos – Aos milhões de Homens escravos Sábios loucos prometeus... Do píncaro a que te elevas Dissolve os grilhões das trevas Na fé que te induz a Deus! Brada – gigante das gentes – Proclama com destemor Que o Cristo aguarda na Terra Um novo mundo de Amor! Ante a grandeza que estampas, Os mortos voltam das campas, Sublimando-te a visão! Ao progresso Fernão Dias!... O Dever mostra Caxias, Deodoro a renovação!... Dos sonhos do Tiradentes, Que se alteiam sempre mais, Fizeste Apóstolos, Gênios, Estadistas, Generais... De todos os teus recantos Despontam palmas de santos, Augusto pendões de heróis!......

O sol e a neblina

Enquanto se desfazia  A neblina da manhã,  A pequena Carolina  Ouviu a voz da mamã.  Falava Dona Cacilda  Com desvelos maternais;  “Existem no sol, filhinha,  ensinos celestiais.  Não vias o véu da noite  Na estrada brumosa e fria?  Entretanto, a grande sombra  Foge, agora, em correria.  Todo o campo transformou-se  No milagre dum momento,  Bastando que o sol brilhasse  No lençol do firmamento”.  E enquanto a pausa materna  Se fazia demorada,  A menina carinhosa  Perguntou, interessada:  “Onde os ensinos, mamã?  Quero ouvi-los, quero tê-los!”  Respondeu a mãe bondosa,  Afagando-lhe os cabelos:  “Medita apenas num deles,  Muito simples, mas profundo…   A mentira, minha filha,  É a neblina deste mundo.  Mas os seus véus de ilusão  Só perturbam a existência,  Até que o Sol da Verdade  Ressurja na Consciência”.  Espírito João...

Hoje e amanhã

Guardas a intenção de confortar o companheiro necessitado ou doente? Atende-a, hoje mesmo, compreendendo a oportunidade da tua sementeira de alegria. Desejas acertar, desesperadamente, alguma conta de tua dignidade ferida? Relega semelhante serviço para amanhã, porque à noite, com serenidade e oração, renovar-te-ão os pensamentos e, talvez, encontrarás motivos para esquecer todo mal. Pretendes realizar algum trabalho que signifique cooperação em favor da melhoria do próximo ou de ti mesmo? Realiza-o, hoje mesmo, valendo-te dos abençoados recursos que a hora te oferece. Sentes a necessidade de querelar ou discutir com o vizinho, no propósito de retificar-lhe a conduta? Espera amanhã, porquanto é possível que o teu silêncio fale mais alto, anulando-se a possibilidade de maiores desentendimentos. Propõe-te a auxiliar alguém, pronunciar alguma palavra de solidariedade e estímulo, desculpar fraternalmente, oferecer uma nota de amizade ao companheiro de experiência ou escrever uma página ...

Ante o próximo

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Quando as circunstâncias nos ofereçam incompreensões ou acusações, em torno do próximo, busquemos examinar acontecimentos e pessoas com os olhos do Cristo. Imaginemo-nos de posse do senso divino, sem perder a noção de nossa reconhecida pequenez e a incomensurável grandeza daquele a quem nomeamos por nosso Mestre e Senhor. Como teria visto Jesus a estreita espiritualidade do seu tempo, senão por gleba inculta que lhe cabia arrotear e semear? Como teria apreciado as críticas que lhe acompanharam a obra a não ser por tumulto necessário de opiniões, a fim de que a verdade prevalecesse? Fossem quais fossem as crises, jamais pedia o mais alto padrão de serenidade, aproveitando o tempo para construir e situando no futuro a concretização dos seus luminosos objetivos. Muitos viam em Zaqueu o avarento incorrigível; ele, no entanto, nele identificou o homem rico de nobre coração, capaz de transfigurar a riqueza em trabalho e beneficência. Em Bartolomeu, a multidão enxergava o infortúnio de um ...