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De quem seria?

Afinal, meus irmãos, de quem seria o crime?  Daquele, cujo braço impôs a morte  Ao coração de alguém?  Ou desse mesmo coração caído,  Que inerte e mudo agora se mantém?  A quem se atiraria a mancha em rosto?  À vítima tombada? Ao verdugo suposto?  Ou será que outro alguém  É o verdadeiro autor dessa agonia alheia,  Escondido na sombra,  À feição de uma aranha em sua própria teia?  Compreendido, porém,  Que o crime sempre nasce  De uma ideia feroz,  Quem teria pensado nele antes?  Os outros? Talvez nós?  Que lhe teria dado a forma de começo  Na roupagem de alguma frase louca?  O inimigo, o vizinho, o companheiro  Ou nós mesmos com a nossa própria boca?  De permeio à incerteza e à insegurança,  Sem que se saiba, ao certo, onde a culpa é nascida,  Transformemos o amor numa fonte perene  Que dissipe na Terra as angústias da vida.  E se alguém surge em falta,  Recor...

Tuas dificuldades

Imagina como seria difícil de suportar um educandário em que os alunos tão-somente soubessem chorar na hora do ensino. Reportamo-nos à imagem para considerar que sendo a Terra nossa escola multimilenária, urge receber-lhe as dificuldades por lições aceitando-lhe a utilidade e o objetivo. Diante dos obstáculos, ninguém precisa fixar-se no lado escuro que apresentem. Um náufrago, faminto de estabilidade, ao sabor das ondas, não se lembrará de examinar o lodo no fundo das águas, mas refletirá no melhor meio de alcançar a terra firme. Todo minuto de queixa é minuto perdido, arruinando potencialidades preciosas para a solução dos problemas, sobre os quais estejamos deitando lamentação. Toda prova, seja qual for, aparece na estrada, a fim de elastecer-nos a força e aperfeiçoar-nos a experiência. Em síntese, quase toda dificuldade implica sofrimento e todo sofrimento, notadamente aqueles que não provocamos, redunda em renovação e auxílio para nós mesmos, lembrando a treva noturna, em cujo ...

A Terra

O Dia da Terra, cuja finalidade é criar uma consciência comum aos problemas da contaminação, conservação da biodiversidade e outras preocupações ambientais para proteger a Terra, foi criado pelo senador norte-americano Gaylord Nelson, no dia 22 de Abril de 1970. (Texto da internet). Porém, a Espiritualidade Superior os deu a ideia de sua criação bem antes, como verificamos na mensagem abaixo: Encerrávamos a nossa reunião da noite de 2 de fevereiro de 1956, quando o nosso amigo espiritual José Xavier, ocupando o canal psicofônico, falou-nos, fraternal: – Entre as sociedades mais avançadas dos tempos modernos, é hábito consagrar determinados dias do ano a personalidades e instituições que enriquecem a vida. Temos, por exemplo, o Dia das Mães, o Dia dos Pais, o Dia dos Professores, o Dia do Trabalho, o Dia do Comércio… Apreciando essas homenagens justas, por que não estabelecermos o Dia da Terra, em que, todos os espíritos encarnados dediquem algum tempo a proteger um manancial, a plan...

Compadece-te dos teus

A nossa petição pode parecer estranha: compadece-te daqueles que mais amas. Entretanto, o apelo não pode ser outro naquilo que pretendemos dizer, porquanto, no Plano Físico, não raro, externamos a capacidade afetiva com enorme peso de autoridade. Compadece-te de teus pais no mundo . Nem sempre pairam eles na altura espiritual que desejas. Doaram-te, no entanto, o corpo em que vives. Protegeram-te carinhosamente na infância. E se não puderam sustentar a harmonia recíproca ou se foram defrontados por lutas e conflitos que se viram incapazes de sobrestar, ama-os, mesmo assim, fora de exigências e críticas, porque também eles se acham a caminho do Entendimento Maior. Compadece-te de teus filhos. Se não conseguiram abraçar experiências semelhantes às tuas ou se não dispõem de recursos para te concretizarem os planos de família é que carregam, no mundo, encargos diferentes. Ama-os na estrutura espiritual com que te vieram aos braços, conforme as induções das Leis Divinas e liberta-os de q...

Quando o tédio apareça

Quando o desalento te ameace o caminho, pensa nos outros, naqueles que não dispõem de tempo para qualquer entrevista com o tédio. Se te acreditar amargurando lições demasiado severas no educandário da vida, frequenta, de quando em quando, a escola das grandes provações, onde os aprendizes se acomodam na carteira das lágrimas. Muitos jazem na rua, estendendo mãos fatigadas aos que passam com pressa… Em maioria, são doentes que a onda renovadora do grupo social atirou à praia da assistência pública ou mães aflitas a quem as exigências de filhos pequeninos ainda não permitem a liberalidade de uma profissão…  Provavelmente, alguém dirá que entre eles se encontram oportunistas e malfeitores que se fantasiam de enfermos para te assaltarem a bolsa em nome da piedade. Compreendemos semelhante alegação e justificamo-la, porque o mal existe sempre onde lhe queiramos destacar a presença e, conquanto te roguemos o benefício da prece, em favor dos que agem assim, mais por ignorância que por ...

Opiniões contrárias

Em muitos episódios da experiência humana, é provável que a provação te bata à porta.  Não te aflijas.  Recebe-a com serenidade e bom-ânimo.  Por mais grave a situação, não te precipites com decisões na base da insegurança.   Estuda o desafio que as circunstâncias te lançam em rosto.   Sobretudo, não emprestes qualquer traço sinistro às dificuldades que se te apresentem.   É possível te vejas sob o peso das chamadas “opiniões gerais”.  Entretanto, nem todas as manifestações das “opiniões gerais” se harmonizam com a realidade.  Asserena-te e ora, preparando-te para os esclarecimentos necessários, que surgirão em momento oportuno.   Não admitas a ansiedade por mentora de tuas resoluções.  Ainda mesmo que todos os itens da luta em que te encontras, sejam formulados pelos outros, contra o teu modo de agir e de ser, guarda a consciência tranquila e não temas.   É possível que todas as opiniões em derredor de t...

Amar a nós mesmos

Amar a nós mesmos não é consagrarmos a vida à exaltação absoluta do corpo de carne que o homem serve de veículo provisório na luta redentora da Terra.   Certo, tanto quanto devemos atenção e assistência a qualquer máquina útil, não podemos relaxar no cuidado que nos merece a vestimenta física, entretanto, não nos cabe centralizar todos os objetivos da existência naquilo que, no fundo, seria a preservação da animalidade.  Amarmo-nos, então, será atendermos ao justo imperativo de nossa habilitação espiritual para a vida eterna.  Nesse sentido, é indispensável aproveitarmos o concurso valioso e eficiente da dor e da luta, do trabalho e do sacrifício, na aquisição de nossas melhores experiências para os círculos mais altos.  A pedra que fugisse ao buril e o vaso que se desviasse do clima asfixiante do forno jamais seriam arrancados do primitivismo agreste aos espetáculos da beleza e da utilidade.  Claro, portanto, que se realmente amamos a nós mesmos, não podemos...