Ante o livre arbítrio
“Nada te admires de que eu te haja dito ser preciso que nasças de novo.” JESUS, João, 3:7. “Não há, pois, duvidar de que sob o nome de ressurreição o princípio da reencarnação era ponto de uma dos crenças fundamentais dos judeus, ponto que Jesus e as profetas confirmaram de modo formal; donde se segue que negar a reencarnação é negar as palavras do Cristo.” Cap. IV, 16. Surgem, aqui e ali, aqueles que negam o livre arbítrio, alegando que a pessoa no mundo é tão independente, quanto o pássaro no alçapão. E, justificando a assertiva, mencionam a junção compulsória do espírito ao veículo carnal, os constrangimentos da parentela, as convenções sociais, as preocupações incessantes na preservação da energia corpórea, as imposições do trabalho e a obediência natural aos regulamentos constituídos para a garantia da ordem terrestre, esquecendo-se de que não há escola sem disciplina Certamente, todos os patrimônios da civilização foram erigidos pelas criaturas que usaram a própria lib...