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Bondade

Ao apelo do Divino Mestre, recomendando-nos “sede perfeitos”, evitemos a indesejável resposta da aflição. Ninguém pode trair os princípios de sequência que governam a natureza e o tempo será sempre o patrimônio divino, em cujas bênçãos alcançaremos as realizações que a vida nos reclama. Ante de cogitar a colheita atendamos à sementeira. Antecipando a construção do teto de nossa casa espiritual, no aprimoramento que nos cabe atingir, edifiquemos os alicerces no chão de nossas possibilidades humildes, erguendo sobre eles as paredes de nossa renovação, a fim de não nos perdermos em movimento vazio. Iniciemos a perfeição de amanhã com a bondade de hoje. Ninguém é tão deserdado no mundo que não possa começar com o êxito necessário. Não intentes curar o enfermo de momento para outro. Cede-lhe algumas gotas de remédio salutar. Não busques regenerar o delinquente a rudes golpes verbais. Auxilia-o, de algum modo, oferecendo-lhe algumas frases de fraternidade e compreensão. Não procures estabele...

Na sementeira de cada dia

Observa o mundo ao redor de teus passos e perceberás, na desigualdade das situações, a Justiça Divina a expressar-se com a perfeição da sabedoria e do amor. Lembra-te de que tudo nas horas de hoje decorre das criações do dia de ontem, tanto quanto a nossa conduta presente traçar-nos-á o amanhã infalível. Tudo nasce e renasce, em função do aprimoramento que nos cabe atingir. O usurário do pretérito, que subtraiu a bênção do ouro à circulação do progresso, agora é o mendigo esmolando a graça do pão. O artista que ontem abusou da inteligência situando-a a serviço da imoralidade e do crime, passa hoje entre aqueles que lhe foram vítimas da insânia intelectual, na feição do demente necessitado de proteção e carinho. A mulher que antigamente mobilizou a própria beleza, na exploração da crueldade e do vício, caminha na atualidade entre a angústia e a aflição da debilidade orgânica, em vigorosa luta contra o abatimento e a enfermidade. O tirano das consciências que outrora movimentou a polític...

O semeador saiu

Plantar o bem e estendê-lo sempre. Para isso, agir e servir são imperativos da natureza espiritual. Convém lembrar, no entanto, que a sementeira não se realiza em talhões recamados de ouro. O semeador lidará com a terra. Após arroteá-la, na maioria dos casos, precisará irrigá-la e, por isso, conviverá com o barro do mundo. Enquanto prepara ninho às sementes, não evitará resquícios de poeira e lama, lodo e adubo nas próprias mãos. Aguardará com interesse a germinação das esperanças que se lhe consubstanciam nas plantas nascentes. E, em seguida, os cuidados se lhe redobram. Indispensável acompanhar a influência do calor e da umidade, preservar a lavoura iniciante contra a incursão de pragas invasoras, observar as alterações do tempo e garantir as condições de êxito à plantação, até que surja a colheita dos frutos. Idêntica situação no mundo ainda é a de todos os cultivadores da seara do bem. Designados para o lançamento das ideias alusivas à renovação espiritual, quase sempre, são impeli...

Colheita

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A seara depende da sementeira. Se a gleba sofre o descuido de quem lavra e prepara, se o arado jaz inerte e se o cultivador teme o serviço. a colheita será sempre desengano e necessidade, acentuando o desânimo e a aflição. Chico Xavier/Bezerra de Menezes