Na obra regenerativa
“Irmãos, se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, orientai-o com espírito de mansidão, velando por vós mesmos para que não sejais igualmente tentados.” – Paulo (Gálatas, 6:1.) Se tentamos orientar o irmão perdido nos cipoais do erro, com aguilhões de cólera, nada mais fazemos que lhe despertar a ira contra nós mesmos. Se lhe impusermos golpes, revidará com outros tantos. Se lhe destacamos as falhas, poderá salientar os nossos gestos menos felizes. Se opinamos para que sofra o mesmo mal com que feriu a outrem, apenas aumentamos a percentagem do mal, em derredor de nós. Se lhe aplaudimos a conduta errônea, aprovamos o crime. Se permanecemos indiferentes, sustentamos a perturbação. Mas se tratarmos o erro do semelhante, como quem cogita de afastar a enfermidade de um amigo doente, estamos, na realidade, concretizando a obra regenerativa. Nas horas difíceis, em que vemos um companheiro despenhar-se nas sombras interiores, não olvidemos que, para a...