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Morte

Longe do sentimento limitado Da matéria em seus átomos finitos, No limite de um mundo ignorado, Celebra a morte seus estranhos ritos. Hinos e vozes, lágrimas e gritos Do Espírito, que outrora encarcerado Contempla a luz dos orbes infinitos Bendizendo a amargura do passado! Ó morte, a tua espada luminosa, Formada de uma luz maravilhosa É invencível em todas as pelejas!… És no universo estranha divindade; Ó operária divina da verdade, Bendita sejas tu! Bendita sejas!… Espírito Cruz e Souza, do livro Palavras do Infinito, psicografado por Chico Xavier, em 1935.

Alma das Almas

Há uma radiosa e eterna alma divina, Que se irradia sobre a imensidade, Alma da luz puríssima que invade A cósmica amplidão que se ilumina. Alma cheia de terna claridade, Que alegrias dulcíssimas propina, Espírito do bem que aclara e ensina O caminho da vida e da verdade. Alma das almas, cujo pensamento É a vibração do eterno movimento Sem princípio e sem dia derradeiro… Deus! – alma do amor que a tudo abraça, Que é ciência, harmonia, aroma e graça, Alma das almas do universo inteiro. Espírito Cruz e Souza, do livro Lira Imortal, psicografado por Chico Xavier