Ante o reino dos céus
Indubitavelmente, a palavra do Mestre, no comentário sobre a dificuldade dos ricos ante o Reino dos Céus, exprime incontestável realidade, porquanto a posse exagerada de bens terrestres é quase sempre a crucificação da alma em pesados madeiros de ouro. Enquanto a pobreza de recursos materiais vive independente para a amizade e para a fé, para a confiança e para a compreensão, os detentores da fortuna amoedada vivem quase sempre prisioneiros da suspeita e da desilusão, nos tormentos da defensiva… Mas, existem outros ricos do mundo com infinitos obstáculos no acesso ao paraíso da alegria e da paz. Vejamos, por exemplo: os ricos de exigências; os ricos da cólera a se desvairarem nos conflitos das trevas; os ricos de melindres pessoais que nunca conseguem elementos de tolerância, necessários à superação das próprias fraquezas; os ricos da mentira que tecem a rede de sombras em que enleiam a própria alma; os ricos de tristeza e desânimo, recolhidos à inutilidade em que se acolhem; os ricos ...