A primeira pedra
Há, sim, muitos companheiros errados. Ninguém nega. Esse, que te protegia a confiança, desabou, à maneira de tronco pesado, sobre a plantação, ainda frágil, de tua fé. O outro, que te parecia invulnerável no desassombro, acovardou-se e fugiu. Conheceste os que pregavam generosidade, agarrando-se à avareza, e notaste os que falavam em virtude, a tombarem no vício. Situavas a fonte do consolo em vários amigos, que acabaram no desespero e recolhias orientações de outros tantos, que se afundaram na corrente das sombras, quais barcos a matroca. Em muitos casos, trocaste entusiasmo por desalento e admiração por repugnância. Diante de semelhantes problemas, é natural te sintas entre a mágoa e a revolta. No entanto, entra no santuário de ti mesmo procurando compreender a nossa obrigação de auxiliar e servir, e reflete nas exigências de evolução. Coloca-te no lugar da criatura em dificuldade e enumera quantas vezes tens sido providencialmente auxiliado, para não caíres em tentação. Medita...