Olhai os lírios
“… Considerai como crescem os lírios do campo…” — Jesus (Mateus, 6:28) “Olhai os lírios do campo…” — exortou-nos Jesus. A lição nos adverte contra as inquietações improdutivas, sem compelir-nos à ociosidade. Os lírios para se evidenciarem quais se revelam não se afligem e nem ceifam; no entanto, esforçam-se com paciência, desde a germinação, no próprio desenvolvimento, abstendo-se de agitações pela conquista de reservas desnecessárias com receio do futuro, por acreditarem instintivamente nos suprimentos da vida. Não fiam nem tecem para se mostrarem na formosura que os caracteriza; todavia, não desdenham fazer o que podem, a fim de cooperar no enriquecimento do esforço humano. Não se preocupam em ser gerânios ou cravos e, sim, aceitam-se na configuração e na essência de que se viram formados, segundo os princípios da espécie. Não cogitam de criticar as outras plantas que lhes ocupam a vizinhança, deixando a cada uma o direito de serem elas mesmas, nas atividades que lhes dizem respeito ...