Na hora da queda
Quando a máquina apresentou desajustes, o operário não lhe derriçou o martelo. Consertou-a. Quando a embarcação mostrou brecha perigosa, o timoneiro não se lembrou de afundá-la. Socorreu-a. Quando a plantação foi invadida de praga, o cultivador não a largou em abandono. Ofereceu-lhe recursos à defensiva. Quando o fogo lavrou o aposento, o chefe do lar não espalhou gasolina para que se completasse a destruição do edifício. Mobilizou extintores de incêndio. Se o aprendiz tropeça no estudo, o professor não o expulsa da escola. Desdobra-se, nos processos de emenda. Se o acidentado exibe mutilações, o médico não lhe sacrifica o resto do corpo. Dá-lhe o apoio possível. Isso acontece na esfera das ações comuns. Recorda a importância de nossa atitude no campo do espírito. Se te reconheces por irmão do próximo, ao sabê-lo caído em falta, não lhe agraves o sofrimento atirando-lhe golpes de sarcasmo ou farpas de censura. Amparemo-lo para que se levante, qual se o erro nos pertencesse. Isso porque...