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Na hora da queda

Quando a máquina apresentou desajustes, o operário não lhe derriçou o martelo. Consertou-a. Quando a embarcação mostrou brecha perigosa, o timoneiro não se lembrou de afundá-la. Socorreu-a. Quando a plantação foi invadida de praga, o cultivador não a largou em abandono. Ofereceu-lhe recursos à defensiva. Quando o fogo lavrou o aposento, o chefe do lar não espalhou gasolina para que se completasse a destruição do edifício. Mobilizou extintores de incêndio. Se o aprendiz tropeça no estudo, o professor não o expulsa da escola. Desdobra-se, nos processos de emenda. Se o acidentado exibe mutilações, o médico não lhe sacrifica o resto do corpo. Dá-lhe o apoio possível. Isso acontece na esfera das ações comuns. Recorda a importância de nossa atitude no campo do espírito. Se te reconheces por irmão do próximo, ao sabê-lo caído em falta, não lhe agraves o sofrimento atirando-lhe golpes de sarcasmo ou farpas de censura. Amparemo-lo para que se levante, qual se o erro nos pertencesse. Isso porque...

Colheita

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A seara depende da sementeira. Se a gleba sofre o descuido de quem lavra e prepara, se o arado jaz inerte e se o cultivador teme o serviço. a colheita será sempre desengano e necessidade, acentuando o desânimo e a aflição. Chico Xavier/Bezerra de Menezes