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Mostrando postagens com o rótulo cólera

Quando …

Quando compreendermos que vingança, ódio, desespero, inveja ou ciúme são doenças claramente ajustáveis à patologia da mente, requisitando amor e não o revide…   Quando interpretarmos nossos irmãos delinquentes por enfermos da alma, solicitando segregação para tratamento e reeducação e não censura ou castigo…   Quando observarmos na caridade simples dever…   Quando nos aceitarmos na condição de espíritos em evolução, ainda portadores de múltiplas deficiências e que, por isso mesmo, o erro do próximo poderia ser debitado à conta de nossas próprias fraquezas…   Quando percebermos que os nossos problemas e as nossas dores não são maiores que os de nossos vizinhos…   Quando nos certificarmos de que a fogueira do mal deve ser extinta na fonte permanente do bem…   Quando nos capacitarmos de que a prática incessante do serviço aos outros é o dissolvente infalível de todas as nossas mágoas…   Quando nos submetermos à lei do trabalho, dando de nós sem pensar em ...

Barragem

Quanto mais se adianta a civilização, mais extensos se fazem os processos de controle em todos os distritos da atividade humana. O trânsito obedece a sinais previamente estudados. Comutadores alteram a direção da corrente elétrica. Automóveis usam freios altamente sensíveis. Locomotivas correm sobre linhas condicionadas. Simples engenhos de utilidade doméstica funcionam guardados por implementos protetores. Em toda parte, surgem sistemas de cautela e defesa evitando perturbações e desastres. Semelhantes apontamentos induzem-nos a aceitar o imperativo de governo à força mental, cujo destempero não somente inutiliza as melhores oportunidades daqueles que a transfiguraram em rebenque magnético da revolta, mas também azeda os ânimos, em torno, urtigando-lhes o caminho. Cólera é sempre porta aberta ao domínio da obsessão. Consultemos as penitenciárias, onde jazem segregados milhares de companheiros que lhe caíram sob as marteladas destruidoras; entrevistemos os suicidas, degredados em regiõ...

Carta paterna

Meu filho, não tinhas razão em favor da cólera. Vi, perfeitamente, quando o velhinho se aproximou para servir-te. Trazia um coração amoroso e atento que não soubeste compreender. Deste uma ordem que o pobrezinho não ouviu tão bem, quanto desejavas. Repetiste-a e, porque novamente te perguntasse qualquer coisa, proferiste palavras feias, que lhe feriram as fibras mais íntimas. Como foste injusto!… Quando nasceste, o antigo servidor já vencera muitos invernos e servira a muita gente. Enfraqueceram-se-lhe os ouvidos, ante as imperiosas determinações alheias. Nunca refletiste na neblina que lhe enevoa o olhar? Adquiriu-a trabalhando à noite, enquanto dormias, despreocupado. Sabes porque traz ele as pernas trêmulas? Devorou muitas léguas, a pé, solucionando problemas dos outros. Irritas-te, quando se demora a movimentar-se a teu mando. Contudo, exiges o automóvel para a viagem de dois quilômetros. Em muitas ocasiões, queixas-te contra ele. É relaxado aos teus olhos, t...

A língua

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De todas as potências do corpo humano, a língua será talvez aquela que mais nos reclama vigilância. Por ela, irradia-se o mel de nossa ternura, mas também, através dela, derrama-se-nos o fel da cólera. Muitas vezes, é fonte que refresca e muitas outras é fogo que consome. A. Ferreira, no Livro Vozes do Grande Além