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Kardec no Século XIX

Chora a Terra infeliz de peito aberto em chaga.  A Dúvida, o Terror, a Guerra e a Guilhotina  Inda espalham, gritando, a treva que domina  E o suor da aflição que tudo atinge e alaga…   Desvairada na sombra, a Razão desatina,  Nega a Filosofia…  a Ciência divaga…   E a fé perde a visão como a luz que se apaga,  Entre a maldade humana e a bondade divina.    É à noite que se alonga ao temporal violento,  É a loucura, a miséria e a dor do pensamento  E, em toda a parte, o mundo é pávida cratera!…   Mas Kardec é chamado ao torvelinho insano  E, revivendo a luz do Cristo Soberano,  Acende no horizonte o Sol da Nova Era!  Espírito Amaral Ornellas, do livro Doutrina e Vida, psicografado por Chico Xavier.  

Caridade para conosco

Não nos esqueçamos de que há também uma caridade que devemos a nós mesmos, a fim de que a caridade que venhamos a praticar, à frente do mundo, não se reduza a mera atitude de superfície. Caridade que nos eduque no espírito do Senhor, cuja Doutrina de luz abraçamos com o pensamento e com os lábios e que, pouco a pouco, nos cabe esposar com toda a alma e coração. Para exercê-la é preciso que saibamos: — perdoar as falhas alheias sem desculpar-nos;  — cooperar nas boas obras sem aguardar a colaboração do companheiro;  — ajudar aos que nos cercam sem esperar que nos retribuam;  — dar do que temos e detemos sem cobrar o imposto da gratidão;  — iluminar o caminho que nos é próprio, aprendendo a vencer as sombras que ainda se nos adensem ao redor;  — calar para que os outros falem;  — defender os outros, sem procurar defender-nos;  — humilharmo-nos, sem pedir que os outros se humilhem;  — reconhecer nossas falhas e corrigi-las;  — servir sem reco...

Chico Xavier Biografia Resumida

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Seareiro do Senhor Francisco Cândido Xavier, mais conhecido como Chico Xavier (Pedro Leopoldo, 2 de abril de 1910 — Uberaba, 30 de junho de 2002), foi um médium, filantropo e um dos mais importantes expoentes do Espiritismo. Seu nome de batismo, Francisco de Paula Cândido, em homenagem ao santo do dia de seu nascimento, foi substituído pelo nome paterno de Francisco Cândido Xavier logo que psicografou os primeiros livros, mudança oficializada em abril de 1966, quando chegou da sua segunda viagem aos Estados Unidos. Chico Xavier psicografou mais de 450 livros, tendo vendido mais de 50 milhões de exemplares e sendo o escritor brasileiro de maior sucesso comercial da história, mas sempre cedeu todos os direitos autorais dos livros, em cartório, para instituições de caridade. Também psicografou cerca de dez mil cartas, nunca tendo cobrado algo ao destinatário. Seus empregos foram vendedor, tecelão e datilógrafo.  O legado do médium ultrapassa as barreiras religiosas e ele é r...