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Fatalidade

A fatalidade do mal é sempre uma criação devida a nós mesmos gerando, em nosso prejuízo, a provação expiatória, em torno da qual passamos compulsoriamente a gravitar. Semelhante afirmativa dispensa qualquer discussão filosófica, pela simplicidade com que será justo lhe averiguar o acerto, nas mais comezinhas atividades da vida comum. Uma conta esposada naturalmente é um laço moral tecido pelo devedor à frente do credor, impondo-lhe a obrigação do resgate. Um templo doméstico entregue ao lixo sistemático transformar-se-á com certeza num depósito de micróbios e detritos, determinando a multiplicação de núcleos infecciosos de enfermidade e morte. Um campo confiado ao império da erva daninha converter-se-á, sem dúvida, na moradia de vermes insaciáveis, compelindo o lavrador a maior sacrifício na recuperação oportuna. Assim ocorre em nosso esforço cotidiano. Não precisamos remontar a existências passadas para sondar a nossa cultura de desequilíbrio e sofrimento. Auscultemos a nossa peregrin...

Cartões de paz

Cada espírito é um canal de bênçãos, em se mantendo ligado às Leis do criador. Lembre-se: você pode espalhar compreensão e otimismo. Contemple a fonte ao dissipar as formações de lama que se lhe atira à corrente. Não se detenha em pessimismo e azedume. Qualquer tristeza manifestada impulsiona os tristes a ficarem mais tristes. Fraqueza à mostra enfraquece os fracos ainda mais. Encoraje o próximo com o seu sorriso, entregando suas mágoas a Deus. Não se sabe de benefício algum que o desânimo tenha realizado. Siga em frente, criando simpatia e amizade, esperança e cooperação. Felicidade é um fruto que se colhe da felicidade que se semeia. Plante amor e paz e a vida lhe trará farta colheita de paz e amor. Quando a provação lhe apareça, terá surgido o seu momento mais importante para comunicar fé e coragem aos companheiros. Quando o sofrimento desponte na estrada de alguém, você obterá o instante dourado de auxiliar. Haja o que houver, distribua confiança e bom ânimo, porque a alegria é tal...

O Livre-arbítrio e a fatalidade

“Está o homem subordinado ao livre arbítrio ou à fatalidade?” A essa pergunta assim respondeu Emmanuel: O homem está subordinado ao seu livre arbítrio; mas sua existência está também submetida a determinadas circunstâncias de acordo com o mapa de seus serviços e provações na Terra, e delineado pela individualidade em harmonia com as opiniões dos seus guias espirituais antes da reencarnação. As condições sociais, as moléstias, os ambientes viciosos, o cerco das tentações, os dissabores, são circunstância da existência do homem. Entre elas porém está a sua vontade soberana. Pode nascer num ambiente de humildade e modéstia, procurando vencer pela perseverança no trabalho e triunfando das deficiências encontradas; pode suportar as enfermidades com serenidade de ânimo e resignação; pode ser tentado de todas as maneiras, mas só se tornará um criminoso se quiser. O elemento dominante Na esfera individual o livre arbítrio é pois o único elemento dominante. A existência de cada homem é resultan...