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Vontade de Deus

Quando nos reportamos à vontade de Deus, referimo-nos ao controle da Sabedoria Perfeita que nos rege os destinos. E, observando nossa condição de espíritos eternos, acalentados pelo Infinito Amor da Criação, ser-nos-á sempre fácil reconhecer as determinações de Deus, em todos os eventos do caminho, a nosso respeito, já que a Divina Providência preceitua para cada um de nós: Saúde e não doença; Trabalho e não ócio; Cultura e não ignorância; Conciliação e não discórdia; Paz e não desequilíbrio; Tolerância e não intransigência; Alegria e não tristeza; Esperança e não desânimo; Conformidade e não desespero; Perdão e não ressentimento; Êxito e não fracasso; Fé e não medo destrutivo; Humildade e não subserviência; Intercâmbio e não isolamento; Disciplina e não desordem; Progresso e não atraso; Amor e não indiferença; Vida e não morte. Se dificuldades, sofrimentos, desacertos e atribulações nos agridem a estrada, são eles criações nossas, repercussões de nossos próprios atos de agora ou do pa...

O melhor para fazer

Se você não consegue evitar a irritação, use o silêncio. Se não aprova o socorro material aos necessitados, não apague a chama da beneficência no coração daqueles que a praticam. Se ainda não sente facilidade para esquecer as faltas alheias, não considere por subserviência a atitude louvável dos irmãos que olvidam o mal, a qualquer instante, em louvor do bem. Se não acredita no valor do diálogo construtivo, em favor dos irmãos ignorantes e infelizes, não menospreza o esforço daqueles que o cultivam buscando a libertação dos companheiros ensombrados em desequilíbrio. Se não admite o amparo das entidades humildes, na supressão das dificuldades de espírito e das desarmonias do corpo, enquanto estamos na Terra, não menoscabe o apoio de semelhantes auxiliares que se guiam pelas bênçãos da Natureza. Se não dispõe de recurso para a cordialidade com todos, não impeça que outros a exemplifiquem, na prática da fraternidade. Se não suporta o clima de intercâmbio com os amigos encarnados ou desenc...

Em louvor dos outros

TEMA — Necessidade de beneficência. Quando alguém te induza a esquecer o impositivo do amparo aos outros, pensa em ti mesmo. Observa as provações que te rodeiam os próprios passos, malgrado as facilidades que te coroam a vida. Tens a casa relativamente farta, com as refeições a teu gosto, e sofres o impacto de lutas que te amargam as horas; pensa naqueles que atravessam a existência não somente supliciados de angústia, mas também absolutamente desprovidos de teto a que se acolham. Tens suficiente conforto material para ofertar aos descendentes queridos e podes brindá-los com apoio cultural, preparando-os dignamente para o trabalho e, muita vez, sofres com eles preocupações inquietantes, que te furtam qualquer disposição à tranquilidade; pensa naqueles que não apenas se atormentam com as inibições e necessidades dos filhos do coração, mas também carregam a dor inexprimível de sabê-los relegados à doença e à penúria, por falta de recursos essenciais à própria sustentação. Tens repouso e ...

Caminho espírita

Há caminhos, os mais diversos tanto quanto existem princípios religiosos, os mais diferentes. E se as estradas, sejam quais sejam, expressam-se por vias de comunicação, no plano físico, as religiões de qualquer procedência, são vias de intercâmbio, no reino da alma. Fácil verificar que se temos caminhos agrestes, nas vastidões do campo, surpreendemos religiões primitivas em paragens remotas da terra; se contamos com estradas particulares, unicamente abertas aos que jazem segregados no critério de elite, identificamos sistemas de fé somente acessíveis aos que se comprazem na ideia exclusivista do privilégio; se dispomos de trilhas improvisadas, absolutamente distantes de qualquer sentido de estabilidade ou de ordem, valendo por estreitos esboços de rodovias futuras, encontramos veredas religiosas, fundamentalmente presas a interpretação individual, carecentes de organização e de lógica, simbolizando simples esforços isolados que servirão, de algum modo, à consolidação da verdade no porv...

Intercâmbio

Cada criatura tem as companhias espirituais que lhe influenciam a vida. Afirmavam os antigos: “dize-me com quem andas e dir-te-ei quem és”. Atualmente, com os novos conhecimentos que felicitam os homens, poderíamos dizer: “dize-me o que fazes e dir-te-ei com quem andas”. Há companheiros invisíveis de todas as expressões. Presentemente, em face das realizações espiritistas, somente os médiuns confessos são considerados pessoas de convívio com a espiritualidade. Entretanto, a verdade é que ninguém foge à regra. No lar, no trabalho, dentro das luzes do dia e das sombras da noite, atuam os mortos sobre os vivos, como os vivos atuam sobre os mortos. Onde, porém, mais se patenteia a técnica da inspiração é justamente no círculo dos que escrevem. Por isso mesmo, é mais que desarrazoada a crítica desfavorável de escritores e jornalistas, diante doa fenômenos das manifestações “post-mortem”. A estranheza dos beletristas, que se julgam senhores absolutos da arte de expressão, é sintoma de presun...

Examinando a Mediunidade

TEMA: Mediunidade e Serviço ao Próximo Aspiras ao desenvolvimento da mediunidade para mais fácil intercâmbio com o Plano Espiritual. Isto é perfeitamente possível; entretanto é preciso lhe abraces as manifestações, compreendendo que ela te pede amor e dedicação aos semelhantes para que se transforme nem apostolado de bênçãos. Reconhecerás que não reténs com ela distrito de entretenimento ou vantagens pessoais e sim um templo-oficina, através do qual os benfeitores desencarnados se aproximam dos homens, tão diretamente quanto lhes é possível, apontando-lhes rumo certo ou lenindo-lhes os sofrimentos, tanto quanto lhe utilizarás os recursos para socorrer desencarnados que esperam ansiosamente quem lhes estenda uma luz ao coração desorientado. Receberás com ela não apenas a missão consoladora de reerguer os tristes, mas também a tarefa espinhosa de suportar, corajosamente, a incompreensão daqueles que se comprazem sob a névoa do materialismo, muita vez interessados em estabelecer a dúvida ...

Comércio e Intercâmbio

O Comércio é também uma escola de fraternidade. Realmente, carecemos da atenção do vendedor, mas o vendedor espera de nós a mesma atitude.  Diante de balconistas fatigados ou irritadiços, reflitamos nas provações que, indubitavelmente, os constrange nas retaguardas da família ou do lar, sem negar-lhes consideração e carinho.  A pessoa que se revela mal-humorada, em seus contatos públicos, provavelmente carrega um fardo pesado de inquietação e doença.  Abrir caminho, à força de encontrões, não é só deselegância, mas igualmente lastimável descortesia.  Dar passagem aos outros, em primeiro lugar, seja no elevador ou no coletivo, é uma forma de expressar entendimento e bondade humana.  Aprender a pedir um favor aos que trabalham em repartições, armazéns, lojas ou bares, é obrigação.  Evitar anedotário chulo ou depreciativo, reconhecendo-se que as palavras criam imagens e as imagens patrocinam ações.  Zombaria ou irritação complicam situações sem resolver o...