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Amor

O Amor, sublime impulso de Deus, é a energia que move os mundos: Tudo cria, tudo transforma, tudo eleva. Palpita em todas as criaturas. Alimenta todas as ações. O ódio é o Amor que se envenena. A paixão é o Amor que se incendeia. O egoísmo é o Amor que se concentra em si mesmo. O ciúme é o Amor que se dilacera. A revolta é o Amor que se transvia. O orgulho é o Amor que enlouquece. A discórdia é o Amor que divide. A vaidade é o Amor que ilude. A avareza é o Amor que se encarcera. O vício é o Amor que se embrutece. A crueldade é o Amor que tiraniza. O fanatismo é o Amor que petrifica. A fraternidade é o Amor que se expande. A bondade é o Amor que se desenvolve. O carinho é o Amor que se enflora. A dedicação é o Amor que se estende. O trabalho digno é o Amor que aprimora. A experiência é o Amor que amadurece. A renúncia é o Amor que se ilumina. O sacrifício é o Amor que se santifica. O Amor é o clima do Universo. É a religião da vida, a base do estímulo e a força da Criação. Ao seu influx...

Confessar o Cristo

Desde a ascensão de Constantino ao poderio romano, milhões de criaturas hão confessado Jesus com os lábios. Pregaram as Boas Novas da Salvação e arrojaram a Humanidade em vagas de sangue e morte. Dominaram púlpitos brilhantes e estenderam aflição e discórdia. Senhorearam a governança política e semearam penúria e destruição. Escreveram livros primorosos e estabeleceram nas almas o império da crueldade e da sombra. Teceram poemas de esperança e inflamaram fogueiras de intolerância e fanatismo. Exaltaram a Luz Divina e alimentaram as trevas da ignorância. Discursaram, enaltecendo o amor e plantaram espinheiros de guerra e ódio. Misturaram o mel da palavra com o veneno da negação e criaram apenas calamidade e sofrimento, flagelações e ruínas… É que não basta confessar o Senhor com o verbo fascinante e seguro, mantendo o coração longe d’Ele. Não valem simples afirmações preciosas que a ventania renovadora do tempo extingue, implacável… Confessar o Cristo é cristianizar nossa vida e viver-l...

Rogativa de Natal

Senhor Jesus! Quando chegaste à Terra, através dos panos da manjedoura, aguardava-te a Escritura como sendo a luz para os que jazem assentados nas trevas!… E, em verdade, Senhor, as sombras dominavam o mundo inteiro… Sombras no trabalho, em forma de escravidão… Sombras na justiça, em forma de crueldade… Sombras no templo, em forma de fanatismo… Sombras na governança, em forma de tirania… Sombras na mente do povo, em forma de ignorância e de miséria… Pouco a pouco, no entanto, ao clarão de tua infinita bondade, quebraram-se as algemas da escravidão, transformou-se a crueldade em apreciáveis direitos humanos, transmudou-se o fanatismo em fé raciocinada, converteu-se a tirania em administração e, gradualmente, a ignorância e a miséria vão recebendo o socorro da escola e da solidariedade. Entretanto, Senhor, ainda sobram trevas no amor, em forma de egoísmo! Egoísmo no lar… Egoísmo no afeto… Egoísmo na caridade… Egoísmo na prestação de serviço… Egoísmo na devoção… Mestre, dissipa o nevoeiro...