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Santidade de superfície

Muitos companheiros da convicção espírita costumam afirmar que:  Estão imbuídos de fé ardente, mas os inquisidores do passado que acendiam fogueiras pela imposição do “crê ou morre” também a possuíam;  Cultivam ilimitada cautela para não tombarem no erro, mas todos os religiosos que desertam da luta humana alegam prevenção contra o pecado para fugirem das obrigações sociais;  Adotam a tolerância invariável para com tudo, de modo a estarem completamente bem com todos, mas ao que nos parece, a História indica que o iniciador do comodismo perfeito, na edificação cristã, foi Pilatos, o juiz, que preferiu não examinar a grandeza de Jesus, a fim de não ter, nem sofrer problemas;  Agem unicamente sob o móvel das boas intenções e que, por isso mesmo, não concordam com disciplina de método na prestação da caridade, mas todos os que complicam as vidas alheias, a pretexto de fazerem o bem, na hora do desastre, asseveram chorando que se achavam impelidos pelos mais puros intento...