O Grupo Perfeito
O Espírito de Júlio Marques comandava o pequeno agrupamento com critério e bondade. Condutor paciente do diminuto rebanho de companheiros espíritas-cristãos. Duas vezes por semana, incorporado na médium Dona Maria Paula, orientava os amigos na atividade evangélica. Ternura aliada à experiência, firmeza conjugada à abnegação. Conflitos e dificuldades morais ecoavam nele de modo particular, arrancando-lhe palavras iluminadas de benevolência e candura, a deslizarem nas alheias feridas por bálsamo de esperança. Numa das noites em que lhe compartilhávamos a responsabilidade, à feição de apagado trabalhador da retaguarda, notamos a presença de jovem senhora na assistência. Identificava-se por Dona Clara. Dama inteligente, distinta. Punha os pensamentos à mostra na conversação espontânea. Insatisfeita. Inquiridora. Tão logo notou Marques encerrando o comentário edificante, pespegou-lhe interrogação a queima roupa: —Irmão Júlio, posso pedir-lhe uma orientação? O interpelado respondeu humilde: ...