Ante o futuro
Não adianta indagar do futuro, ocasionalmente, para satisfazer a curiosidade irrequieta ou inútil. Vale construí-lo em bases que a lógica nos traça generosamente à visão. Não desconhecemos que o nosso amanhã será a invariável reposta do mundo ao nosso hoje. E aos nossos pés a natureza sábia e simples nos convida a pensar. O arado preguiçoso deve aguardar a ferrugem. A leira abandonada receberá o assalto da planta daninha. A casa relegada ao abandono será pasto dos vermes que lhe corroerão a estrutura. O pão desaproveitado repousará na sombra do mofo. A fonte que se consagra ao movimento atingirá a paz do oceano. A flor leal ao destino que lhe é próprio converter-se-á em fruto benfazejo. A plantação amparada com segurança distribuirá bênçãos à mesa. E o minério obediente aos golpes do malho transformar-se-á em peça de alto preço. Sabemos que é possível edificar o futuro e recolher-lhe os dons de amor e vida. Escolhe a bondade por lema de cada dia, não desistas de aprender, infatigavelme...