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Apelo à Mocidade Espírita-cristã

Mocidade, o Espiritismo — Mensagem de luz ao povo — Descortina um mundo novo, Guardado na tua mão. Combate as sombras do abismo, Exalça o amor que te eleva, Desata os grilhões de treva Da moderna escravidão. Ausculta o horror do orbe aflito! Nos campos de toda a Terra, Vagueia o dragão da guerra Em tremenda saturnal… Vem das angústias do Egito, Dos tormentos da Caldeia, Empanando o Sol da Ideia, Brandindo clava infernal. Ergueu sobre a Assíria forte O chamejante estandarte, Espalhando em toda a parte Incêndio devastador. Trouxe à Pérsia — ruína e morte, Da Grécia — extinguiu a vida, Deixando Roma caída Num lago de sangue e dor. Mas, além do monstro hirsuto Que nos recorda a caverna, A ignorância governa Prostíbulos e canhões. A preguiça vive em luto, Ódio torvo prevalece Nos males de toda espécie, Enlouquecendo milhões. Negro vício multiforme Que de púrpura se veste, Atormenta, mais que a peste, Mendigos, ministros, reis… Mas a verdade não dorme E abrindo sulco profundo, Desdobrará sob...

Faze luz

Quando te confias à maledicência, despedes da própria alma raios de treva e perturbação que, de retorno, te impõem dolorosa e indefinível tortura íntima a exprimir-se em obscuros processos de enfermidade. Quando te entregas às sugestões da calúnia, exteriorizas da própria mente forças destrutivas que, de volta, te impelem à comunhão com as inteligências perversas que a veiculam, adquirindo invisíveis passaportes para os abismos da obsessão e do crime, da loucura e da morte.   Quando desces à crítica venenosa, na preocupação de ensombrar o caminho dos que te cercam, expulsas do próprio espírito dardos intangíveis e penetrantes de sofrimento e desânimo que, de regresso, te imobilizam os passos na noite da dificuldade e do desalento, de vez que, procurando salientar as deficiências e chagas alheias, não fazes mais que levantar a antipatia gratuita dos outros contra a segurança e a paz de teu próprio caminho…   Lembra-te de Jesus, cuja Infinita Misericórdia nos acompanha em todos ...

Salve Kardec

Sobre a Terra de sombra e de amargura A treva espessa e triste se fizera. A Ciência e a Fé nas asas da quimera Mais se afundava pela noite escura. A alma humana de então se desespera, E eis que das luzes místicas da altura Desce outra luz confortadora e pura, De que o mundo infeliz se achava à espera. E Kardec recebe-a, sobre o abismo Espalhando as lições do Espiritismo, Em claridades de consolação. Emissário da Luz e da Verdade, Entrega ao coração da Humanidade A Doutrina de Amor e Redenção. Espírito Casimiro Cunha, do livro Doutrina e Vida, psicografado por Chico Xavier.

Rogativa de Natal

Senhor Jesus! Quando chegaste à Terra, através dos panos da manjedoura, aguardava-te a Escritura como sendo a luz para os que jazem assentados nas trevas!… E, em verdade, Senhor, as sombras dominavam o mundo inteiro… Sombras no trabalho, em forma de escravidão… Sombras na justiça, em forma de crueldade… Sombras no templo, em forma de fanatismo… Sombras na governança, em forma de tirania… Sombras na mente do povo, em forma de ignorância e de miséria… Pouco a pouco, no entanto, ao clarão de tua infinita bondade, quebraram-se as algemas da escravidão, transformou-se a crueldade em apreciáveis direitos humanos, transmudou-se o fanatismo em fé raciocinada, converteu-se a tirania em administração e, gradualmente, a ignorância e a miséria vão recebendo o socorro da escola e da solidariedade. Entretanto, Senhor, ainda sobram trevas no amor, em forma de egoísmo! Egoísmo no lar… Egoísmo no afeto… Egoísmo na caridade… Egoísmo na prestação de serviço… Egoísmo na devoção… Mestre, dissipa o nevoeiro...