Confessar o Cristo
Desde a ascensão de Constantino ao poderio romano, milhões de criaturas hão confessado Jesus com os lábios. Pregaram as Boas Novas da Salvação e arrojaram a Humanidade em vagas de sangue e morte. Dominaram púlpitos brilhantes e estenderam aflição e discórdia. Senhorearam a governança política e semearam penúria e destruição. Escreveram livros primorosos e estabeleceram nas almas o império da crueldade e da sombra. Teceram poemas de esperança e inflamaram fogueiras de intolerância e fanatismo. Exaltaram a Luz Divina e alimentaram as trevas da ignorância. Discursaram, enaltecendo o amor e plantaram espinheiros de guerra e ódio. Misturaram o mel da palavra com o veneno da negação e criaram apenas calamidade e sofrimento, flagelações e ruínas… É que não basta confessar o Senhor com o verbo fascinante e seguro, mantendo o coração longe d’Ele. Não valem simples afirmações preciosas que a ventania renovadora do tempo extingue, implacável… Confessar o Cristo é cristianizar nossa vida e viver-l...