Na partilha do bem
Não te detenhas a reclamar, quando a oportunidade te faculta repartir. Muitos estimarão a largueza da praça, deitando cáustico verbal sobre aqueles que se elevaram à responsabilidade da evidência pública ou fabulando negativamente em torno das ocorrências do dia, sem perceber que poderiam converter o próprio tempo em amparo aos semelhantes. Caminharás, porém, no dever de servir. Compreenderás que uma hora vazia é valor depredado na edificação do bem coletivo, tanto quanto o pão desperdiçado é furto indireto, à mesa daqueles irmãos que enfrentam a ameaça da fome. Reconhecerás que a obrigação de repartir é lei universal para todas as criaturas. Reparte o sol os benefícios de suas forças, reparte a fonte os donativos de suas águas. Divide igualmente os teus recursos, quaisquer que eles sejam, para multiplicar a felicidade comum. Concederás um raio de luz da tua fé a cada um daqueles que a descrença conserva na noite do desânimo; transmitirás teus conhecimentos elevados aos companh...