Corrigir e pagar
Cada hora, no relógio terrestre, é um passo de tempo, impelindo-te às provas de que necessitas para a sublimação do teu destino. Exclamas no momento amargoso: “Dia terrível!”. Esse, porém, é o minuto em que podes revelar a tua grandeza. À frente da família atribulada, costumas dizer: “O parente é uma cruz”. Tens, contudo, no lar, o cadinho que te aprimora. Censurando o companheiro que desertou, repetes, veemente: “Nem quero vê-lo”. No entanto, esse é o amigo que te instrui nos preceitos do silêncio e da tolerância. Lembrando o recinto, em que alguém te apontou o caminho das tuas obrigações, asseveras em desconsolo: “Ali, não ponho mais os pés”. Todavia, esse é o lugar justo para a humildade que ensinas. Quando as circunstâncias te levam à presença daqueles mesmos que te feriram, foges anunciando: “Não tenho forças”. Entretanto, essa é a luminosa oportunidade de pacificação que a vida te oferta. Se sucumbes às tentações, alegas, renegando o dever: “Seja virtuoso quem possa”. Mas esse é ...