Bem aventurados

Bem-aventurados os aflitos 
Que, chorando – não se desanimam, 
Que, ofendidos – não revidam, 
Que, esquecidos pelos outros – não olvidam os deveres que lhes são próprios, 
Que, dilacerados – não ferem, 
Que, caluniados – não caluniam, 
Que, desamparados – não desamparam, 
Que, açoitados – não praguejam, 
Que, injustiçados – não se justificam, 
Que, traídos – não atraiçoam, 
Que, perseguidos – não perseguem, 
Que, desprezados – não desprezam, 
Que, ridicularizados – não ironizam, 
Que, sofrendo – não fazem sofrer… 

Até agora, raros aflitos da Terra conseguiram merecer as bem-aventuranças do Céu, porque, realmente, com amor puro somente o Grande Aflito da Cruz se entregou ao sacrifício total pelos próprios verdugos, rogando perdão para a ignorância deles e voltando das trevas do túmulo para socorrer e salvar, com sua ressurreição e com o seu devotamento, à Humanidade inteira. 

Espírito André Luiz, psicografia em reunião pública de 17/12/1951, no Centro Espírita Luiz Gonzaga, em Pedro Leopoldo, Minas Gerais. 

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