Sombra

Quem só tem alma para oferecer
No mundo, é um coração ermo e faminto… 
A incompreensão é amarga como absinto,
Roubando a vida, envenenando o ser.

Todo o mal do idealismo é conhecer
As forças antagônicas do instinto
No coração – Vesúvio nunca extinto –
Insaciado no amor e no prazer.

Todos aqueles que me conheceram
Na senda da ilusão e fantasias,
Chorem comigo pelo que sou!

Sou a sombra dos sonhos que morreram,
Contemplando nas ruínas mais sombrias
O meu castelo que se espedaçou.

Espírito Hermes Fontes, do livro Palavras do Infinito.
Soneto recebido por Chico Xavier, em Pedro Leopoldo, a 24 de julho de 1935.

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