Pedro D’Alcântara
Seja o Brasil a terra da fartura,
Da justiça, da paz e da abastança
E que o pendão verde-ouro da esperança
Seja a luz do seu dia de ventura.
Terra que é minha luz mais suave e pura,
Sobre a qual meu espírito descansa,
Seja a sua grandeza – a da bonança,
Na evolução mais firme e mais segura.
Mesmo depois do exílio estranho e rude,
No pranto amargo da decrepitude,
Na amargura misérrima dos anos;
Senti prazer e orgulho, após a morte
Pois que fiz no Brasil, grandioso e forte,
O grande império dos republicanos.
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