Mais de três mil pessoas
Assistiram ontem às experiências de Chico Xavier na Federação Espírita Brasileira.
Psicografada, mais uma página de Humberto De Campos!
Chico Xavier, o notável médium de Pedro Leopoldo, foi apresentado, na Federação Espírita Brasileira, aos espíritas do Rio. Compareceram ao velho casarão da Avenida Passos mais de três mil pessoas, desejosas de conhecer, "de visu", o instrumento de que Humberto de Campos, Augusto dos Anjos e outros grandes nomes das terras brasileiras se têm servido para se comunicar com a Terra.
Manuel Quintão, vice-presidente da Federação Espírita Brasileira, antes de abrir a sessão, dirigiu a palavra aos presentes, indagando se ali tinham comparecido para ver a carcaça do homem ou o espírito de Deus e auscultar a alma do irmão.
Referiu-se o orador aos excessos terrenos, quando surge um médium de sensibilidade igual à de Chico Xavier e todos se interessaram por ele, exigindo mais do que o natural e possível.
Feita a prece, o presidente comunica aos presentes que o médium Francisco Cândido Xavier estava tocado para receber algo do além. Pedia silêncio e concentração, a fim de que a comunicação não fosse, de maneira alguma prejudicada.
A Espanha do momento, segundo diz Emmanuel, não é mais do que um reflexo do estado atual do catolicismo, em virtude da corrupção de seus ministros é da desvirtuação das finalidades que se propuseram cumprir em todos os séculos e gerações.
Tão grave é a situação do mundo, atualmente – diz ainda o espírito de Emmanuel – que se torna necessária a intervenção dos mortos, cujos olhos veem onde os olhos dos vivos não podem ver, a fim de ministrar conselhos e ensinamentos.
Dada a extensão do estudo de Emmanuel, deixamos de transcrevê-lo em nossas colunas.
“Diário da Noite” do Rio de Janeiro, de 13 de junho de 1936.
Vide: O Rio ainda não é outro mundo (Reprimenda carinhosa de Emmanuel a Chico às vésperas de sua viagem ao Rio de Janeiro para uma reunião na Federação Espírita Brasileira).