Ignácio José de Alvarenga Peixoto

Ignácio José de Alvarenga Peixoto nasceu em 1742. Foi um dos malogrados poetas da Conjuração Mineira, ao qual foi imposta a pena de degredo perpétuo na África, onde veio a falecer em 1793, “minado pela nostalgia”.


Divina lira,
Musa que inspira
Meu coração
A relembrar… 
Celebra, amena,
A vida plena,
A paz sublime,
A luz sem par.

Volta, de novo
Ao grande povo
Que não me canso
De estremecer;
Revela, ainda,
A Pátria linda
Que faz vibrar
Todo o meu ser.

Exalça agora
A nova aurora
Que brilha cheia
De amor cristão.
O mundo em prova
Que se renova
Espera o dia
De redenção.

Une-te ao canto
Formoso e santo
Que flui soberbo,
Sepulcro além… 
Lira divina,
Louva a doutrina
Da liberdade
No eterno bem.

Dize a grandeza
Da glória acesa
Na vida excelsa
Que a dor produz,
Proclama à Terra
Que além da guerra
E além da noite
Floresce a luz.

Não mais procures,
Chorando alhures,
Enfraquecer-te
Nas lutas mil.
Canta somente,
Ditosa e crente,
A nova era
Do meu Brasil.

Inácio José de Alvarenga Peixoto (Espírito)

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