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Aos obreiros de boa vontade

Meus irmãos:  Jesus nos abençoe.  A obra do Senhor conta com servidores de todas as latitudes, tendências e direções.  Alguns somente cooperam em tarefas que lhes agradem.  São os obreiros caprichosos.  Outros não colaboram, se a multidão dos amigos não lhes observa os esforços.  São os obreiros vaidosos.  Alguns ajudam, segundo as circunstâncias do tempo.  São os obreiros inconstantes.  Vários comparecem, a fim de reparar as contribuições alheias.  São os obreiros levianos.  Diversos colaboram indicando os defeitos dos companheiros.  São os obreiros escarnecedores.  Muitos auxiliam, quando há benefícios imediatos.  São os obreiros oportunistas.  Não poucos surgem no serviço, reclamando as vantagens para o seu círculo pessoal.  São os obreiros egoístas.  Grande parte intervém no trabalho, discutindo direitos e prioridades, privilégios e favores para si ou para aqueles que se lhes façam simpáticos....

Caridade para conosco

Não nos esqueçamos de que há também uma caridade que devemos a nós mesmos, a fim de que a caridade que venhamos a praticar, à frente do mundo, não se reduza a mera atitude de superfície. Caridade que nos eduque no espírito do Senhor, cuja Doutrina de luz abraçamos com o pensamento e com os lábios e que, pouco a pouco, nos cabe esposar com toda a alma e coração. Para exercê-la é preciso que saibamos: — perdoar as falhas alheias sem desculpar-nos;  — cooperar nas boas obras sem aguardar a colaboração do companheiro;  — ajudar aos que nos cercam sem esperar que nos retribuam;  — dar do que temos e detemos sem cobrar o imposto da gratidão;  — iluminar o caminho que nos é próprio, aprendendo a vencer as sombras que ainda se nos adensem ao redor;  — calar para que os outros falem;  — defender os outros, sem procurar defender-nos;  — humilharmo-nos, sem pedir que os outros se humilhem;  — reconhecer nossas falhas e corrigi-las;  — servir sem reco...

No caminho comum

Diz o Egoísmo – exijo. Diz o Evangelho – cooperarei. Clama o Egoísmo – eu tenho e posso. Clama o Evangelho – O Senhor lembrar-se-á de nós com a sua Bênção. Pede o Egoísmo – entende-me. Pede o Evangelho – deixa-me auxiliar. Grita o Egoísmo – sou amado. Afirma o Evangelho – amo. Diz o Egoísmo – nunca mais. Diz o Evangelho – servirei ao bem, sem descanso. Assevera o Egoísmo – não suportei. Assevera o Evangelho – o Céu dar-me-á resistência. Clama o Egoísmo – jamais perdoarei. Clama o Evangelho – desconheço o mal. Diz o Egoísmo – tudo é meu. Diz o Evangelho – tudo é nosso. O Egoísmo reclama. O Evangelho sacrifica-se. O Egoísmo absorve. O Evangelho se espalha em doações. O Egoísmo recolhe para si. O Evangelho semeia com amor, a benefício de todos. O Egoísmo precipita-se. O Evangelho espera. O Egoísmo toma posse. O Evangelho auxilia. O Egoísmo proclama: – eu. O Evangelho apregoa: – nós. É fácil conhecer a nossa posição dentro da vida. Pelas nossas próprias atitudes, no caminho comum, nas rela...

Ao amor

O Senhor nos abençoe!  Atendamos à exortação de Jesus:  “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.  No amor de Jesus, as mais belas afeições podem ser conservadas no clima da confiança recíproca e mais se valorizam e se engrandecem no serviço ao próximo que exprime devotamento a Jesus e amor a Deus.  Espírito Bezerra de Menezes, do livro Apelos Cristãos. Página recebida por Chico Xavier.  

Ama sempre

Encontrarás talvez, junto de ti, os que te pareçam errados. Esse cometeu falta determinada, aquele se acomodou numa situação considerada infeliz. Respeita o tribunal que lhes indicou tratamento, sem recusar-lhes auxílio. Quem conhecerá todas as circunstâncias para sentenciar, em definitivo, quanto às atitudes de alguém, analisando efeitos sem penetrar as causas profundas?…  Deliciava-se certa jovem com o perfume das rosas que lhe vinham desabrochar na janela. Orgulhosa das ramas que escalavam paredes, de modo a ofertar-lhe as flores, quis corrigir o jardim, no pedaço de chão em que a planta se levantava. Pequeno monte de terra adubada, a destacar-se de nível, foi violentamente arrancado, mas justamente aí palpitava o coração da roseira. Decepada a raiz, morreram a flores. Quantas criaturas estarão resignadas à moradia em situações categorizadas por lodo, para que as rosas da alegria e da segurança possam brilhar nas janelas de nossa vida? Aceita os outros tais quais são. Espera ...

Desuniões nos Grupos

Precedendo-nos a reunião pública, formávamos extenso agrupamento de companheiros, permutando ideias quanto às desuniões, às vezes de caráter violento, que se verificam no íntimo dos grupos domésticos e sociais. Falávamos dos desacordos de solução difícil, entre aqueles que foram reunidos pela vida em tarefas de amor, dentro do próprio lar, quando o horário nos convidou aos trabalhos do programa. Após a prece inicial, O Livro dos Espíritos nos deu para estudo a questão 264, que foi comentada com segurança por vários amigos. No término da reunião, foi o nosso caro Emmanuel quem nos trouxe a mensagem da noite. AVERSÕES RENASCENTES Problema difícil na experiência humana, que unicamente o amor consegue resolver: o antagonismo quando surge entre os que foram chamados a viver sob o mesmo teto ou na mesma equipe familiar. Vemo-los comumente nos filhos que se voltam contra os pais ou nos que se rebelam; nos irmãos que combatem os próprios irmãos;  nos cônjuges que inesperadamente se afir...

No serviço da luz

Não olvides que todos os perseguidores da luz são habitualmente enfermos do espírito acomodados ao mal.  Muitos trazem no peito o vulcão do ódio, exalando os fluidos comburentes do fogo devorador que lhes consome a vida, a se enovelarem, pouco a pouco, nas teias da loucura, quando o crime não lhes colhe a existência; outros, transportam no coração a chaga da cobiça ou da inveja a verminar-lhes o seio e ainda outros se abismam nos labirintos da ambição desregrada, abrindo para si mesmos a cova de dor, a que descerão para a bênção expiatória …   Outros muitos, sofrem, no imo d’alma, a infestação do vício que os transforma em presa fácil dos empreiteiros da sombra e quase todos padecem na própria mente o assalto da ignorância em que se fazem, desavisados, instrumentos soezes da miséria e da insânia em verdadeiro flagelo público.  Renteando com eles – pobres irmãos nossos que elegeram para si próprios a condição penosa de detratores – trata-os por doentes necessitados...