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Estranho concerto

Clamou o Orgulho ao homem: – "Goza a vida! E fere, brasonado cavaleiro, Coroado de folhas de loureiro, Quem vai de alma gemente e consumida"…  Veio a Vaidade e disse: – "A toda brida! Dominarás, além, no mundo inteiro, Cavalga o tempo e corre ao teu roteiro De soberana glória indefinida"!…    Mas a Verdade, sobre a humana furna, Gritou-lhe, angustiada, em voz soturna: – "Insensato! Aonde vais, sem Deus, sem norte"? E impeliu, sem detença e sem barulho, Cavaleiro e corcel, vaidade e orgulho, Aos tenebrosos pântanos da Morte. Espírito Antero de Quental, do livro Parnaso de Além-túmulo, psicografado por Chico Xavier, em 1932. Antero de Quental, nascido na ilha de São Miguel, nos Açores, em 1842, e desencarnado por suicídio, em 1891. É vulto eminente e destacado nas letras portuguesas, caracterizando-se pelo seu espírito filosófico. 

O amor cura

Paulo Coelho Li no jornal sobre uma criança, em Brasília, que foi brutalmente espancada pelos pais. Como resultado, perdeu os movimentos do corpo e ficou sem fala. Internada no Hospital de Base, ela foi cuidada por uma enfermeira que lhe dizia diariamente: “eu te amo”. Embora os médicos garantissem que não conseguiria escutá-la, e que seus esforços eram inúteis, a enfermeira continuava a repetir: “Eu te amo, não esqueça”. Três semanas depois, a criança havia recuperado os movimentos. Quatro semanas depois, voltava a falar e sorrir. A enfermeira nunca deu entrevistas, e o jornal não publicava seu nome. Mas fica aqui o registro, para que não esqueçamos nunca: o amor cura. Amar é caminho para saúde e felicidade Aluney Elferr Albuquerque Silva Curar as doenças do ser humano é algo que desafia incessantemente os homens de ciência, levando-os a buscar, anos a fio, por uma terapia adequada para os mais variados tipos de enfermidades existentes e que ainda estão por vir. Isto se dá de...

Religião e tratamento

Desalento e materialismo Grande número de visitantes, inclinados ao estudo da Doutrina Espírita, alguns deles egressos de tratamento psiquiátrico, apresentavam-se em nossa reunião pública do Grupo Espírita da Prece. A maioria falava de insegurança e desalento perante as lutas necessárias e edificantes da vida. Comentavam alguns, ainda, os avanços do materialismo e a descrença, às vezes fria, de muitos homens de cultura científica. Quando o horário nos chamou à execução do programa doutrinário da noite, O Evangelho Segundo o Espiritismo nos deu para estudo o item 4 do capítulo V. As explanações do tema pelos companheiros espíritas foram as melhores. No término dos trabalhos, Emmanuel escreveu a página sobre religião e tratamento de saúde: Companheiros vários indagam pelo motivo do recrudescimento das moléstias mentais nos tempos modernos. Milhares de pessoas se acusam portadoras de traumas e frustrações, recorrendo às ciências psicológicas para tratamento adequado. Realmente, a formu...

Alvorada do Reino

Disse-nos Jesus: “O Reino de Deus está dentro de vós.” Que interpretação devemos dar à semelhante afirmativa? Se o Reino de Deus está dentro de nós, por que as práticas religiosas para encontrá-Lo? perguntam-nos muitos amigos. As práticas religiosas respeitáveis são sempre valioso trabalho para que venhamos a desentranhá-lo das sombras que conhecemos sob os nomes de “vaidade”, “orgulho”, “crueldade”, “ódio”, “indiferença”, “egoísmo”, “indisciplina”, e “ inconformação ” — sombras que nos envolvem o sentimento, ao modo do cascalho que encerra o diamante. Comparemos os prenúncios do Reino de Deus em nós com a alvorada de cada dia. O sol que nos sustenta não aparece de jato no firmamento. Na escuridão das primeiras fases da madrugada começam a surgir aberturas róseas de luz, aqui e ali, quando não estejam sob o peso de nuvens que lhes ocultam temporariamente a beleza. O processo de liquidação das trevas é sutil e vagaroso. Os núcleos luminosos, somente a pouco e pouco, aumentam em brilh...

Sigamos com Jesus

Maomé foi valoroso condutor de homens. Milhões de pessoas curvaram-se-lhe às ordens.  Todavia, deixou o corpo como qualquer mortal e seus restos foram encerrados numa urna, que é visitada, anualmente, por milhares de curiosos e seguidores.  Carlos V, poderoso imperador da Espanha, sonhou com o domínio de toda a Terra, dispôs de riquezas imensas, governou muitas regiões, entretanto, entregou, um dia, a coroa e o manto ao asilo de pó.  Napoleão era um grande homem.  Fez muitas guerras.  Dominou milhões de criaturas.  Deixou o nome inesquecível no livro das nações.  Hoje, porém, seu túmulo é venerado em Paris…  Muita gente faz peregrinação até lá, para visitar-lhe os ossos…  Como acontece a Maomé, a Carlos V e a Napoleão, os maiores heróis do mundo são lembrados em monumentos que lhes guardam os despojos.  Com Jesus, todavia, é diferente.  No túmulo de Nosso Senhor, não há sinal de cinzas humanas.  Nem pedrarias, nem mármores d...

A fama de rico

O coronel Manoel Rabelo, influente fazendeiro no Brasil Central, fora acometido de paralisia nas pernas.  Vivia no leito, rodeado pelos filhos atentos. Muito carinho. Assistência contínua.  No decurso da doença veio a conhecer a Doutrina Espírita, que lhe abriu novos horizontes à vida mental.  Pouco a pouco desprendia-se da Ideia de posse.  Para que morrer com fama de rico?  Queria agora a paz, a bênção da paz.  Viúvo, dono de expressiva fortuna e prevendo a desencarnação próxima, chamou os quatro filhos adultos e repartiu entre eles os seus bens.  Terras, sítios, casas e animais, avaliados em seis milhões de cruzeiros, foram divididos escrupulosamente.  Com isso, porém, veio a reviravolta.  Donos de riqueza própria, os filhos se fizeram distantes e indiferentes.  Muito embora as rogativas paternas, as visitas eram raras e as atenções inexistentes.  Rabelo, muito triste e quase completamente abandonado, perguntava a si mesmo se n...

Círculos intercessórios

“Ajudando-nos também vós com orações por nós, para que pela mercê, que por muitas pessoas nos foi feita, por muitas também sejam dadas graças a nosso respeito”. Paulo , II Coríntios, 1:11 . O mal empreende o ataque, o bem organiza a defesa. O primeiro, movimenta a agressão, estabelece o terror, espalha ruínas. O segundo mobiliza o direito, cria energias novas, eleva sentimentos e consciências. Os povos pacíficos da atualidade encontram problemas de solução imediata, cuja equação requer ânimo sadio. Como interpretar o assédio de força? Como receber as novas modalidades de tirania? O ataque do mal vem à sombra da noite, o golpe traiçoeiro não espera declarações diplomáticas, nem a invasão generalizada obedece a protocolos políticos. Muitas nações mantiveram-se à margem dos grandes conflitos, guardando a neutralidade e as tradições do direito internacional. Nem por isso, todavia, tornaram-se respeitadas. A onda de barbarismo envolve países, coletividades, continentes. É necessário que ...