Perigo eminente
Basílio chegara ao rancho, ao pôr do Sol. Comeu calmamente o guisado de palmito que Emerenciana lhe dera a jantar. Saboreou, em seguida, a pamonha bem-feita, e se dispôs a sair. A esposa viajara na véspera, em visita a parentes. O calor abafava. —Meren – disse à doce vovó que arranjava a cozinha –, deixe a casa aberta. Vou até ao curral, mas já volto. E, passo lesto, chegou ao cercado, onde a vacaria procurava descanso, mastigando o repasto. Acariciou o bezerro da Lilinda, que nascera robusto, e melhorou a cama de palha. Dirigiu-se, depois, ao moinho e renovou a provisão de milho para o fubá. Ar parado. A Lua apareceu inteirinha. Basílio visitou, não longe, a casa de Jorge, companheiro do arado, e ambos, felizes da vida, se dirigiram ao mandiocal, espantando os tatus. Dez da noite quando voltou. Emerenciana premia a máquina com o pé e costurava, fitando o pano com atenção pelos óculos fortes. —Boa noite, vó – disse ele, depois de ...