Na obra cristã
Para que nós, os cristãos, não venhamos a falsear a profecia de que somos portadores, é imprescindível nos atenhamos à Obra de Amor e Luz que nos cabe, na concretização dos princípios do Mestre e Senhor, cuja lição levantamos dos velhos sepulcros da letra em que se nos aprisionava a experiência religiosa. Disse-nos o Senhor: —“ Não julgueis para que não sejas julgado ”. Isso, decerto, não equivale dizer que é preciso abolir a análise do nosso campo de inteligência, mas, sim que toda condenação é vinagre no pão da fraternidade com que pretendemos nutrir a concórdia entre os homens. Asseverou, de outra feita: —“ Serás medido com medida idêntica a que aplicares a teu irmão ”. Isso, também, não indica que devermos marchar indiferentes a confrontações e definições, necessárias à elevação de nível do progresso que nos é próprio, mas, sim, que usar as armas da ironia ou da violência, com que somos defrontados no roteiro comum, será o mesmo que atirar o petróleo à fogueira,...