Aos descrentes
Vós, que seguis a turba desvairada, As hostes dos descrentes e dos loucos, Que de olhos cegos e de ouvidos moucos Estão longe da senda iluminada, Retrocedei dos vossos mundos ocos, Começai outra vida em nova estrada, Sem a ideia falas do grande Nada, Que entorpece, envenena e mata aos poucos. Ó ateus como eu fui – na sombra imensa Erguei de novo o eterno altar da crença, Da fé viva, sem cárcere mesquinho! Banhai-vos na divina claridade Que promana das luzes da Verdade, Sol eterno na glória do caminho! Espírito Olavo Bilac, do livro Parnaso de Além-túmulo, psicografado por Chico Xavier.