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Alguém espera

Ouve!…  Reinam lá fora o gelo e a ventania  Por linguagem da noite ao coração inquieto  Dos romeiros da dor, suportando sem teto  Penúria e solidão na jornada sombria!…   Ouve mais!… Rente ao lar, alguém se te anuncia,  Acena com brandura e fala em tom discreto,  Solicita em favor dos famintos de afeto  Uma réstia de paz, um raio de alegria…   Ouve!…  Ergue-te e sai!…  Na estrada, ao desabrigo,  Doce mão se estende e anseia estar contigo  Para mostrar-te a vida em sentido profundo!…   Esse alguém é Jesus, cuja fé não descansa,  Pedindo-te consolo, assistência e esperança,  A serviço do amor na redenção do mundo.  Espírito Auta de Souza, do livro Auta de Souza, psicografado por Chico Xavier.  

Aulas da Vida

Amigo Leitor,  Companheiros vários nos convidam para simpósio e reuniões outras, nas quais possamos ministrar conhecimentos, em torno da Espiritualidade.  Entretanto, como fazer isso, se não somos professores e sim alunos da evolução?  E concluímos: por que não aprendemos juntos?  Daí nasceu à ideia de formação deste volume, que certamente pode e deve ser acompanhada por outros, de autoria dos amigos encarnados, mais habilitados que nós mesmos para dialogar com segurança, sobre os elevados temas da alma e do destino, da existência e do amor.  Aulas?  Comentamos as da vida, a escola onipresente do espírito.  Aqui tens, desse modo, leitor amigo, as nossas páginas despretensiosas, relacionando as nossas observações e experiências.  E, enquanto te nos revele a simplicidade dos nossos apontamentos, aqui expostos, ante a imensidade dos assuntos que ficam esperando por nossa atenção, rogamos a Jesus, o nosso Divino Mestre, nos inspire e nos abençoe....

Ama e espera

Emudece o teu pranto. Cala o grito  De revolta na dor que te encarcera…   Por mais negra, mais rude, mais sincera,  A mágoa estranha de teu peito aflito.  Em toda a Terra há lágrimas e conflito,  Ruínas do mundo que se desespera…  Ama e sofre, trabalha e persevera  Na esperança de paz e de infinito.  Peregrino do campo atormentado,  Rompe os elos e as trevas do passado,  Fita a luz do porvir resplandecente.  Muito além do terrível sorvedouro,  Nas estradas liriais de acanto e louro,  O sol do amor refulge eternamente.  Espírito Cruz e Souza, do livro Através do Tempo.Psicografia de Chico Xavier, em Reunião Pública de 4/09/1946, no Centro Espírita de Lavras, Minas Gerais.   João da Cruz e Sousa, Nasceu em 24 de novembro de 1861 e faleceu em 19 de março de 1898. Foi um poeta brasileiro, reconhecido como o primeiro e o principal expoente do simbolismo no Brasil. Filho de escravos alforriados, teve a vida mar...

Comecemos de nós mesmos

Ensina a caridade, dando aos outros algo de ti mesmo, em forma de trabalho e carinho e aqueles que te seguem os passos virão ao teu encontro oferecendo ao bem quanto possuem. Difunde a humildade, buscando a Vontade Divina com esquecimento de teus caprichos humanos e os companheiros de ideal, fortalecidos por teu exemplo, olvidarão a si mesmos, calando as manifestações de vaidade e de orgulho. Propaga a fé, suportando os revezes de teu próprio caminho, com valor moral e fortaleza infatigável e quem te observar crescerá em otimismo e confiança. Semeia a paciência, tolerando construtivamente os que se fazem instrumentos de tua dor no mundo, auxiliando sem desânimo e amparando sem reclamar, e os irmãos que te buscam mobilizarão os impulsos de revolta que os fustigam, na luta de cada dia, transformando-a em serena compreensão. Planta a bondade, cultivando com todos a tolerância e a gentileza e os teus associados de ideal encontrarão contigo a necessária inspiração para o esforço de extin...

Tópicos da fé

I – Jesus conosco. Entreguemos nossas mãos às mãos do Cristo e caminhemos, guardando a certeza de que a Sua Infinita Bondade jamais nos faltará. II – Conservemos a fé positiva, na certeza de que Jesus não nos abandona.  Confiemos na Providência Divina.   III – Acimentemo-nos, sim, com a fé viva em Deus em todas as circunstâncias da vida.  Guardemos o coração no santuário da fé e pela fé receberemos sempre o necessário acréscimo de forças para a execução de nossas tarefas perante Jesus.  IV – Sigamos confiantes em Jesus!  V – Pelos caminhos da vida, prossigamos com a luz de nossa fé.  Pela fé, nossos corações viverão; pela fé, nossa sensibilidade suportará valorosamente os golpes da prova, criando novos valores para a nossa resistência no trabalho de cada dia.  VI – Para nos auxiliarem, os Amigos da Vida Maior contarão sempre com a perseverança de nossa fé.  VII – Sejamos valorosos e firmes em nossa fé viva, conservando a invariável convicção de...

Nova abolição

Prossegue a escravidão implacável e crua…  Não mais senzala hostil, escura e desumana. A incompreensão do amor, no entanto, continua Em domínio cruel de que a treva se ufana. Mas a luz do Senhor não teme, nem recua, Na ansiedade e na dor, sublime, se engalana, E, das graças do templo aos sarcasmos da rua, Erige a liberdade augusta e soberana…  Irmãos do meu Brasil, encantado e divino, Do Amazonas ao Prata ergue-se a Deus um hino Que exalça no Evangelho a grandeza de um povo! Fustiguemos o mal, combatendo a descrença, Descortinando, além da noite que se adensa, A alvorada feliz de um mundo livre e novo. José do Patrocínio, do livro Parnaso de Além-túmulo, psicografado por Chico Xavier. José Carlos do Patrocínio nasceu em Campos, Estado do Rio de Janeiro, aos 9 de outubro de 1853. E desencarnou a 29 de janeiro de 1905. Farmacêutico, jornalista, romancista, poeta, impetuoso político e grande orador, membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Foi uma das figuras máximas...

Agradece

Agradece as mãos que te constroem a existência, decorando-a com as tintas da alegria e da esperança, mas endereça os teus pensamentos de gratidão àquelas outras que te ferem com os espinhos da incompreensão, ensinando-te a conviver e a servir. Agradece as vozes que te embalam os anseios, entretecendo hinos de paz e amor com que te inspiram as melhores realizações, no entanto, envia as tuas vibrações de reconhecimento àquelas outras que te exageram essa ou aquela falha, induzindo-te a compreender e a perdoar. Agradece aos amigos que te proporcionam mesa farta, impulsionando-te a pensar na abastança da Terra, mas não recuses respeito àqueles que, em algum tempo, te sonegaram o pão, levando-te a prestigiar a fraternidade e a beneficência. Agradece aos irmãos que te reconhecem a nobreza de sentimentos, louvando-te o trabalho, entretanto, não olvides o apreço que se deve àqueles outros que te menosprezam, auxiliando-te a descobrir os tesouros da humildade e da tolerância. Certa feita, um...