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Tópicos da fé

I – Jesus conosco. Entreguemos nossas mãos às mãos do Cristo e caminhemos, guardando a certeza de que a Sua Infinita Bondade jamais nos faltará. II – Conservemos a fé positiva, na certeza de que Jesus não nos abandona.  Confiemos na Providência Divina.   III – Acimentemo-nos, sim, com a fé viva em Deus em todas as circunstâncias da vida.  Guardemos o coração no santuário da fé e pela fé receberemos sempre o necessário acréscimo de forças para a execução de nossas tarefas perante Jesus.  IV – Sigamos confiantes em Jesus!  V – Pelos caminhos da vida, prossigamos com a luz de nossa fé.  Pela fé, nossos corações viverão; pela fé, nossa sensibilidade suportará valorosamente os golpes da prova, criando novos valores para a nossa resistência no trabalho de cada dia.  VI – Para nos auxiliarem, os Amigos da Vida Maior contarão sempre com a perseverança de nossa fé.  VII – Sejamos valorosos e firmes em nossa fé viva, conservando a invariável convicção de...

Nova abolição

Prossegue a escravidão implacável e crua…  Não mais senzala hostil, escura e desumana. A incompreensão do amor, no entanto, continua Em domínio cruel de que a treva se ufana. Mas a luz do Senhor não teme, nem recua, Na ansiedade e na dor, sublime, se engalana, E, das graças do templo aos sarcasmos da rua, Erige a liberdade augusta e soberana…  Irmãos do meu Brasil, encantado e divino, Do Amazonas ao Prata ergue-se a Deus um hino Que exalça no Evangelho a grandeza de um povo! Fustiguemos o mal, combatendo a descrença, Descortinando, além da noite que se adensa, A alvorada feliz de um mundo livre e novo. José do Patrocínio, do livro Parnaso de Além-túmulo, psicografado por Chico Xavier. José Carlos do Patrocínio nasceu em Campos, Estado do Rio de Janeiro, aos 9 de outubro de 1853. E desencarnou a 29 de janeiro de 1905. Farmacêutico, jornalista, romancista, poeta, impetuoso político e grande orador, membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Foi uma das figuras máximas...

Agradece

Agradece as mãos que te constroem a existência, decorando-a com as tintas da alegria e da esperança, mas endereça os teus pensamentos de gratidão àquelas outras que te ferem com os espinhos da incompreensão, ensinando-te a conviver e a servir. Agradece as vozes que te embalam os anseios, entretecendo hinos de paz e amor com que te inspiram as melhores realizações, no entanto, envia as tuas vibrações de reconhecimento àquelas outras que te exageram essa ou aquela falha, induzindo-te a compreender e a perdoar. Agradece aos amigos que te proporcionam mesa farta, impulsionando-te a pensar na abastança da Terra, mas não recuses respeito àqueles que, em algum tempo, te sonegaram o pão, levando-te a prestigiar a fraternidade e a beneficência. Agradece aos irmãos que te reconhecem a nobreza de sentimentos, louvando-te o trabalho, entretanto, não olvides o apreço que se deve àqueles outros que te menosprezam, auxiliando-te a descobrir os tesouros da humildade e da tolerância. Certa feita, um...

Indução de ação

Entendendo a nossa condição de espíritos imortais , é justo se te peça tolerância e paciência, diante dos companheiros que a vida te confiou à direção e à intimidade. Não é unicamente a noção por certos prejuízos que se fazem suscetíveis de conduzir uma criatura ao desequilíbrio ou a autodestruição. A nossa possível atitude condenatória, em muitos casos, é o fator desencadeante que a impele para a loucura ou para o suicídio. Em vista disso, se consegues discernir os riscos em que se encontram determinados irmãos, usa a caridade do entendimento para com eles, a fim de que não venhas a precipitá-los em riscos maiores. Se pessoas estimáveis caíram em erro, não lhes aumentes o peso da culpa, destacando-lhes esse ou aquele gesto infeliz. Aos enfermos não te dirijas, comentando-lhes os males, para que esses mesmos males não lhes cresçam na imaginação. A frase de tristeza, para os tristes, é mais um toque de sombra, ampliando-lhes a angústia. Perante os aflitos, não apresentes esse ou aqu...

Estranho concerto

Clamou o Orgulho ao homem: – "Goza a vida! E fere, brasonado cavaleiro, Coroado de folhas de loureiro, Quem vai de alma gemente e consumida"…  Veio a Vaidade e disse: – "A toda brida! Dominarás, além, no mundo inteiro, Cavalga o tempo e corre ao teu roteiro De soberana glória indefinida"!…    Mas a Verdade, sobre a humana furna, Gritou-lhe, angustiada, em voz soturna: – "Insensato! Aonde vais, sem Deus, sem norte"? E impeliu, sem detença e sem barulho, Cavaleiro e corcel, vaidade e orgulho, Aos tenebrosos pântanos da Morte. Espírito Antero de Quental, do livro Parnaso de Além-túmulo, psicografado por Chico Xavier, em 1932. Antero de Quental, nascido na ilha de São Miguel, nos Açores, em 1842, e desencarnado por suicídio, em 1891. É vulto eminente e destacado nas letras portuguesas, caracterizando-se pelo seu espírito filosófico. 

O amor cura

Paulo Coelho Li no jornal sobre uma criança, em Brasília, que foi brutalmente espancada pelos pais. Como resultado, perdeu os movimentos do corpo e ficou sem fala. Internada no Hospital de Base, ela foi cuidada por uma enfermeira que lhe dizia diariamente: “eu te amo”. Embora os médicos garantissem que não conseguiria escutá-la, e que seus esforços eram inúteis, a enfermeira continuava a repetir: “Eu te amo, não esqueça”. Três semanas depois, a criança havia recuperado os movimentos. Quatro semanas depois, voltava a falar e sorrir. A enfermeira nunca deu entrevistas, e o jornal não publicava seu nome. Mas fica aqui o registro, para que não esqueçamos nunca: o amor cura. Amar é caminho para saúde e felicidade Aluney Elferr Albuquerque Silva Curar as doenças do ser humano é algo que desafia incessantemente os homens de ciência, levando-os a buscar, anos a fio, por uma terapia adequada para os mais variados tipos de enfermidades existentes e que ainda estão por vir. Isto se dá de...

Religião e tratamento

Desalento e materialismo Grande número de visitantes, inclinados ao estudo da Doutrina Espírita, alguns deles egressos de tratamento psiquiátrico, apresentavam-se em nossa reunião pública do Grupo Espírita da Prece. A maioria falava de insegurança e desalento perante as lutas necessárias e edificantes da vida. Comentavam alguns, ainda, os avanços do materialismo e a descrença, às vezes fria, de muitos homens de cultura científica. Quando o horário nos chamou à execução do programa doutrinário da noite, O Evangelho Segundo o Espiritismo nos deu para estudo o item 4 do capítulo V. As explanações do tema pelos companheiros espíritas foram as melhores. No término dos trabalhos, Emmanuel escreveu a página sobre religião e tratamento de saúde: Companheiros vários indagam pelo motivo do recrudescimento das moléstias mentais nos tempos modernos. Milhares de pessoas se acusam portadoras de traumas e frustrações, recorrendo às ciências psicológicas para tratamento adequado. Realmente, a formu...