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Amor a Jesus

Eu não trago a minh'alma amargurada, Porque te amo ó Jesus, com amor tão puro, Que o meu ser desprezível e obscuro, Já não sente os espinhos pela estrada. E abençoo este mundo ingrato e duro, Porque nele a minh’alma lacerada, Entrevê toda em luz, uma alvorada Deslumbrante e sublime no futuro. A minh’alma Te elevo no momento, De amargura tristeza e sofrimento, Esquecendo da Terra os pesadelos… Sinto logo mil flores luminosas, Que me transformam as sendas espinhosas Em caminhos translúcidos e belos! Francisco Xavier, versos por ele mesmo, em Primeiro Livro.

Doentes em casa

“E a paz de Deus domina em vossos corações para a qual também fostes chamados em um corpo, e sede agradecidos”.- PAULO (Colossenses, 3:15.).  Se abordasses agora o Plano Espiritual, para lá da morte física, e aí encontrasses criaturas queridas em dificuldades, que farias? Aqui, talvez surpreendesses um coração paterno em frustração, mais além abraçarias um companheiro ou um associado, um filho ou um irmão, carregando o resultado infeliz de certas ações vividas na terra… Que comportamento adotarias se as Leis Divinas te outorgassem livre passaporte para as Esferas Superiores facultando-te, porém, a possibilidade de permanecer com os seres inesquecíveis, em tarefas de amor? Decerto, estarias a decidir-te pela opção insopitável. Não desejarias compartilhar os Céus com a dor de haver abandonado corações inolvidáveis à sombra transitória a que se empenham com os próprios erros. Reconhecê-los-ias por doentes reclamando proteção. Demorar-te-ias junto deles, na prestação do auxílio necessá...

Tesouro de surpresas

Dialogávamos sobre os problemas na atualidade. Por que descrer da Divina Sabedoria, quando a sabedoria da vida é um tesouro de surpresas em toda parte? Se o homem, quanto mais investiga a Natureza, mais se vê na obrigação de estudar para ir entendendo a Verdade, por que a descrença de tantas criaturas que negam a vida espiritual, dizendo ser impossível a prova da existência fora do campo físico? Relacionando opiniões sobre o assunto, fomos às tarefas da noite. O Livro dos Espíritos nos deu, de imediato, a questão 799. Após diversas explanações a respeito, foi a vez de nosso benfeitor Emmanuel trazer-nos sua palavra, através da mensagem “Nossos Irmãos Ateus”. NOSSOS IRMÃOS ATEUS Ante a suposta rebeldia dos nossos irmãos incrédulos, tolera com paciência a rudeza que, porventura, extravasem, sem vergastá-los com proposições e argumentos que talvez, por agora, não consigam aceitar ou compreender. Reflete na extensão do sofrimento que, em maioria, nós, os espíritos desencarnados e encarnado...

Trabalho

“E Jesus lhes respondeu: Meu Pai obra até agora, e eu trabalho também.” — João, 5: 17. Em todos os recantos, observamos criaturas queixosas e insatisfeitas. Quase todas pedem socorro. Raras amam o esforço que lhes foi conferido. A maioria revolta-se contra o gênero de seu trabalho. Os que varrem as ruas querem ser comerciantes; os trabalhadores do campo prefeririam a existência na cidade. O problema, contudo, não é de gênero de tarefa, mas o de compreensão da oportunidade recebida. De modo geral, as queixas, nesse sentido, são filhas da preguiça inconsciente. É o desejo ingênito de conservar o que é inútil e ruinoso, das quedas no pretérito obscuro. Mas Jesus veio arrancar-nos da “morte no erro”. Trouxe-nos a bênção do trabalho, que é o movimento incessante da vida. Para que saibamos honrar nosso esforço, referiu-se ao Pai que não cessa de servir em sua obra eterna de amor e sabedoria e à sua tarefa própria, cheia de imperecível dedicação à Humanidade. Quando te sentires cansado, lembr...

O ateu

Sujeito que clama e berra Contra a vida a que se agarra, Vive em perene algazarra Colado aos brejais da terra. Do raciocínio faz garra Com que à verdade faz guerra, Na desdita em que se aferra, À ilusão em que se amarra. De mente sempre na birra Ouve a ambição que lhe acirra A paixão que o liga à burra. Mas a luz divina jorra E a vida ganha a desforra Na morte que o pega e surra. Espírito Alfredo Nora, do livro Brilhe Vossa Luz. Página recebida por Chico Xavier.

Tristeza

Em toda parte, a tristeza surge na terra à maneira de sombra sob diversas modalidades. Vemos a tristeza delituosa de quem não consegue se arrojar ao despenhadeiro do crime. Temos a tristeza desordenada daqueles que não puderam implantar a discórdia. Auscultamos a tristeza destrutiva de quantos apenas encontraram frustração em seus planos perversos. Sondamos a tristeza malévola daqueles que se viram inabilitados para ferir… Identificamos a tristeza coagulante dos inimigos do trabalho que fazem das horas culto permanente à ociosidade e à penúria… Tristeza da inveja que envenena a prosperidade dos outros… Tristeza da maledicência que recolhe em seu curso o antídoto da bondade… Tristeza do orgulho quando não logra se sobrepor à virtude alheia… Tristeza da vaidade que não pode se elevar a galeria da ostentação… Tristeza de ricos que ignoram deliberadamente as oportunidades de luz que lhes enriquecem a existência, encerrando-se, eles próprios, nas algemas de desregrada ambição e tristeza de ...

Aos investigadores da verdade

Debalde procurais a alma divina No acervo de baterias e de humores, No banquete dos vermes gozadores Que o processo anatômico examina. Prisioneiros do cálcio e da albumina, Mergulhados no pântano das dores, Sois, ainda, veros sofredores, Vencendo a noite em sombra, sangue e ruína. Findo o baile macabro dos instintos, No cárcere trevoso dos helmintos, Voltareis à verdade augusta e forte! E, vencidos no horror do último cerco, Encontrareis no túmulo de esterco A claridade angélica da morte!… Espírito Augusto dos Anjos, do livro Através do Tempo, psicografado por Chico Xavier, em 1946.